Tenho com o parque Aquilino Ribeiro, aquilo que se pode apelidar uma relação sentimental. Por várias razões. Era o parque mais notável da junta da qual o meu sogro foi Presidente, durante largos anos e que por isso várias vezes passeamos por lá juntos, em conversas amenas, e muitas vezes estratégicas, para o futuro de uma escola, uma cidade, uma população. Desses passeios saiu um alerta! é preciso fazer-se urgentemente uma avaliação biomecânica e fitossanitária dos exemplares arbóreos destes espaço nobilíssimo da cidade, até pela preocupação especial que ele tinha para com as pessoas. Bons velhos tempos! Assim em 2004, uma aluna minha a Cátia Pereira, desenvolveu um trabalho notável de avaliação de 53 árvores no Parque. Um trabalho entregue na autarquia nesse ano e que era uma ferramenta importante para a idealização do espaço que, o arquitecto Viana Barreto viesse a desenvolver e a criar na nova interpretação do parque passados cinquenta anos. Sei que o trabalho lhe chegou às mãos passados alguns anos, aliás após me ter perguntado se havia algum estudo dessa natureza...ao qual lhe respondi há-de estar numa gaveta, é só uma questão de procurar. Na altura chamei à atenção para um conjunto de debilidades que seria preciso acautelar, mas "santos da casa não fazem milagres". Assisti incrédulo num domingo, dia de eleições europeias algures em 2004, à queda de um ramo de grande porte a 10 m de um policia e de um bombeiro, cujo comentário foi "ainda bem que caiu se não tinhamos que puxar". Nós, ESAV, estamos cá para ajudar a autarquia e todas as instituições que sintam que possamos ser úteis. Temos limitações, como todos sabem, mas temos muita vontade de fazer e também sabemos aquilo que podemos fazer, agora, por favor! Não nos chamem apenas quando há problemas difíceis, de vez em quando chamem-nos, a ESAV, para a fotografia, porque todos gostamos de "carinhos". Em relação às opções tomadas na requalificação do parque, não me fica bem criticar, apenas vou fazer dois reparos e um comentário: 1) Arrancar o alcatrão, Sim! colocar calçada acimentada, Não!...era preferível um bom "tuvenan". As minhas filhas já não caem na calçada, mas as crianças "pequenas" não podem dizer o mesmo; 2) O lago é de dimensões desproporcionadas,...já ninguém, se lembra do sucesso das manhãs desportivas nos relvados do Parque? É pena, agora serão as manhãs não na piscina, mas no lago... e não se esqueçam de levar as bóias os mais pequenos! 3) Então a estátua do Mestre Aquilino Ribeiro, não tem lugar no Parque? é uma questão de justiça, cultura e acima de tudo bom senso. Perguntem ao Exm.º Arquitecto Viana Barreto se se importa? Quase que "ponho as mãos no lume" que não!
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quarta-feira, 26 de outubro de 2011
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
"A árvore caiu...o resto foi sorte!"
Regularmente assistimos a notícias sobre a queda de árvores em espaços públicos, na maior parte das vezes sem registo de vítimas ou graves danos materiais. Aliás muito recentemente registou-se a queda de um ramo de uma tipuana (Tipuana tipu) no Jardim Constantino em Lisboa, num dia aparentemente normal, felizmente sem provocar qualquer dano porque as pessoas escutaram sinais da árvore, segundo relatos em que antes de rachar a árvore emitiu um som alto como de esgaçar que permitiu a fuga, antes de se consumar a queda. É também importante por isso educar os cidadãos para que estejam atentos aos sinais visuais ou acústicos para se prevenirem danos maiores. Não nos podemos esquecer que, tal como na ocorrência da queda das palmeiras na ilha do Porto Santo em 22 de Agosto de 2010, os autarcas podem vir a ser constituídos arguidos pelo Ministério Público em casos de danos pessoais como foram o caso em que morreram duas pessoas e uma ficou gravemente ferida. Estes casos, quando acontecem levantam sempre a questão da segurança e da prevenção. A ESAV, tem tentado ao longo destes já sete anos trabalhar de uma forma pró-activa, embora reconheçamos que pudéssemos fazer mais e melhor com uma colaboração mais intensa por parte da autarquia. Não está em causa qualquer má vontade, mas julgo alguma falta de sensibilidade e um acreditar na sorte. Temos defendido a realização de um SIG da cidade, no qual poderíamos colocar toda a informação sobre as centenas de árvores já avaliadas e desta forma possuirmos um ferramenta dinâmica de extremo valor para um sistema de alerta de árvores em risco que necessitem de ser monitorizadas. Esperamos que em breve este nosso anseio possa ser atendido, tanto mais que não são necessários custos significativos e que a mais valia obtida seria enorme com sistematização de informação existente a reverter em prevenção para o futuro. Uma outra questão tem a ver com a quem eventualmente pedir responsabilidades. O caso da figura apresentada é da responsabilidade da EDP, uma empresa aliás ao que parece com grande responsabilidade ambiental e social, só que não em Viseu ao que parece. Eu não quero ser profeta da desgraça, mas este exemplar de choupo (Populus) no local onde está e em particular agora com o movimento da Feira de São Mateus, já deveria ter suscitado uma maior atenção por parte dos repsonsáveis. A ESAV já lhe deu.
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sexta-feira, 14 de maio de 2010
Uma maior fiscalização para forçar a mudança de atitude
Em parceria com a CMViseu temos estado a desenvolver estudos na área da preservação da património arbóreo da cidade de Viseu. E temos um longo caminho a trilhar no sentido de sensibilizar e educar a população e acima de tudo as empresas de obras públicas que realizam os grandes projectos da autarquia, com nomes tão estranhos como "Chupas e Morrão". É por desleixo que se causam muitos danos aos exemplares arbóreos, uma situação por demais evidentes nos casos que actualmente estamos a avaliar, designadamente nos cedros de cabanões. As feridas provocadas nos troncos revelam que o manobrador não está minimamente preocupado com a preservação dos exemplares e que seguramente teria mais cuidado se se trata-se de um poste de iluminação ou outra infra-estrutura em cujos danos teriam de ser obrigados a indeminizar. Há a necessidade de chamar à pele os responsáveis para os sensibilizar que os danos podem ser facilmente evitáveis e que reduzem de forma drástica a longevidade das árvores podendo por em risco a segurança de pessoas e bens, sem necessidade alguma. A CMViseu tem de actuar de uma forma fiscalizadora mais apertada, pois sabemos que só com coimas a sentir no pêlo é que as coisas se resolvem. No decorrer deste estudo/parecer já contactamos com os condóminos que querem por tudo o abate das árvores, apesar de como dizem gostarem muito de árvores e querem que após o abate se coloquem novas árvores que até podem crescer depressa e que deram como exemplo os choupos da Avenida da Europa! Mas que belo exemplo. Aqui na população também temos um longo percurso a fazer e estamos disponíveis, assim estejam eles com vontade de olharem para as árvores com outros olhos. Veio-me à memória o Mostajeiro da ESAV. Está tudo na mesma linha e a empresa que sem quê nem mas abateu aquele belo exemplar, só pode actuar desta forma até que um dia alguém se lembre de chamar à atenção!
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sábado, 24 de abril de 2010
Misericórdia...para os Cedros
Este está-se a tornar um assunto deste blogue e ao que sei de conversas de bastidores. A razão tem a ver com a compexidade e sensibilidade do assunto? apesar de ser um assunto sensível e passível de opiniões contrárias por diversos protagonistas, resume-se a duas posições por razões óbvias. Por um lado, os moradores do bairro da misericórdia, em especial os que confrontam directamente com os cedros, parecem querer abater estas árvores por razões que parecem óbvias. Em primeiro lugar questões de segurança do seu maior bem imaterial e em segundo lugar um valorizar das habitações porque ficam mais expostas e a receberem a luz de uma forma mais directa. Esta análise sumária parece de fácil entendimento. Do outro lado, a autarquia e diria o bem comum, no sentido de preservação de exmplares arbóreos da cidade jardim. De referir que, desde que fui contactado pela CMViseu para elaborar um relatório fundamentado nunca em momento algum senti intransegência ou pressão sobre o parecer. O parecer terá que salvaguardar que os exemplares sob o ponto de vista biomecânico e fitossanitário cumprem os requisitos de segurança para podermos propor a sua manutenção porque o embelezamento do espaço e algum efeito tampão face ao eixo viário são as claras mais valias. Terei de auscultar ambas as partes para poder ir ao encontro dos respectivos anseios salvaguardando o bem geral. Veremos se é possível! Este parecer só pode ser redigido após a celebração de um protocolo entre a CMViseu e a ESAV que será vital até para o validar, mas que ao abrigo do que muito apelidam de burocracia e que eu digo que são interesses ocultos irá demorar. Eu apenas quero referir que desde a primeira hora manifestei disponibilidade à edilidade de elaborar o parecer e fundamentá-lo tecnicamente, mas quem se torna muito voluntarioso, fica também mais exposto e sofre as consequências. Aguardemos serenamente, esperando que mais uma vez não fiquemos mal na fotografia, por razões que a própria razão desconhece.
sábado, 17 de abril de 2010
PROTOCOLOS: uma forma de responsabilização... ou desresponsabilização
Voltemos aos propósitos deste Blogue. Lançar discussão no bom sentido, relativamente a temas actuais. E o tema mais actual são os célebres protocolos entre a ESAV a CMViseu e com particular incidência entre o Curso de Ecologia e Paisagismo e a CMViseu. Fiquei a conhecer deste protocolo por via de um dos seus interlocutores, o Exmº Vereador da CMViseu, Drº Américo Nunes. Nesse mesmo momento, manifestei a minha disponibilidade para promover essa colaboração e indiquei quais as áreas científicas em que o Curso em particular poderia colaborar e ser útil à CMV e à cidade em sensu lato e ao mesmo tempo sentir-se útil. E uma das áreas é a avaliação biomecânica e fitossanitária de exemplares arbóreos. A proposta da CMV demorou dois dias, e o móbil são os Cupressus no bairro da Misericórdia que vão ser atingidos pelo alargamento da estrada e querem ouvir os resultados da nossa avaliação e as propostas técnicas a apresentar. Sem dúvida um atitude louvável e uma confiança depositada que, nos resta responder com o melhor que soubermos fazer de modo a mostrarmos capacidade técnico-científica e ganhar confiança por parte da autarquia, neste caso. Qual o percurso de pedido formal da CMViseu? Qual protocolo? Numa atitude lógica a Direcção entendeu que deverá ser o Curso de Engenharia Florestal e os seus responsáveis a liderar o processo. A questão que se coloca imediatamente é, para que é se estabelecem protocolos? Para serem consequentes ou apenas para figurarem na página da ESAV ou nos folhetos de divulgação dos cursos (o que até seria boa ideia para os candidatos terem noção das relações institucionais da ESAV). Eu disse-o em devida altura e volto a reafirmar. Em primeiro lugar devemos estabelecer contactos para vermos em parceria quais ás áreas de interesse em que poderemos colaborar de forma singular ou em sinergia com outras instituições. Depois estabelecer o protocolos de forma precisa e consequente. Pôr os projectos em execução e no fim avaliar os resultados e ampliar os protocolos, caso seja esse o interesse mútuo. Como é que a ESAV faz? Eu, na qualidade de Director de Curso de Ecologia e Paisagismo até nem sabia do protocolo, o mérito da sua elaboração até é de outrém. Será que vai a tempo de entrar na linha devida. Da minha parte sim! Mas o que digo é que o aluno mais apto e com mais vontade foi esta semana e por um período de três meses para Penafiel fazer um trabalho na autarquia exactamente nesta área científica. Mas vamos seguramente arranjar outros.
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segunda-feira, 12 de abril de 2010
Há ESCUTAS que são BENÉFICAS

Tenho escutado que está em curso um projecto a cargo dos Escuteiros de Viseu, no sentido de fazerem a sinalética do património arbóreo do Fontelo. É sem dúvida uma iniciativa de louvar porque alías acredito que os custos sejam reduzidos e os efeitos práticos na promoção do parque serão sem dúvida interessantes. Mas gostaria de realçar que deveria existir um acompanhamento técnico-científico e de design para o desenho e conceito do projecto. Lembro que a autarquia já apoiou uma publicação sobre o Fontelo (aliás gentilmente oferecida pelo Verador Dr. Américo Nunes) sob a coordenação de uma pessoa ao que julgo da Universidade de Aveiro e algumas colegas da ESAV, designadamente as Eng. Leónia Nunes e Cristina Amaro da Costa também têm desenvolvido um trabalho meritório a este nível. Penso que seria extraordinariamente útil nesta fase embrionária do projecto que se fizesse essa aproximação e todos ganhariam em eficácia.
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quinta-feira, 8 de abril de 2010
Uma sintonia PLENA e um Futuro Promissor para os NOSSOS
Não poderia deixar de fazer uma breve referência ao sucesso da nossa conversa com o Vereador da CMViseu, Drº Américo Nunes pela forma amistosa com que nos recebeu e pelas ideias de colaboração que foram gizadas para serem levadas a cabo a curto prazo. Aliás esse foi o motivo da nossa conversa e da nossa parte envidaremos todos os esforços para que a autarquia reconheça mérito nas nossas actividades. Os alunos de Ecologia e Paisagismo para o qual este blogue se dirige embora não exclusivamente podem estar cientes que irão ser abrangidos por um protocolo entre a ESAV e a CMV que, apesar do vosso director de curso por enquanto nada ter feito para a sua efectivação, alguém vos irá dizer quais os objectivos e pressupostos em que se baseia. Todos os protocolos vão a Científico e este curiosamente só irá depois de assinado pelo Drº Fernando Ruas, eu até me ria se alterarem uma vírgula e lá se vai o protocolo. Bom mas este não é o assunto que me levou a escrever a crónica. Vamos colaborar activamente com a CMV nas questões biomecânicas e fitossanitárias dos exemplares arbóreos da cidade de Viseu, trabalho que já foi iniciado. Vamos colaborar na divulgação da biodiversidade da Lagoa das Garças e da sua envolvência e vamos colaborar num projecto de divulgação científica em conjunto com as restantes instituições de ensino superior. Esperamos contar com os nossos alunos para que se mostrem nestas e noutras actividades para que a sociedade lhes possam reconhecer mérito e que se abram portas para a sua vida profissional. Nos estaremos cá para os orientar, apoiar técnico-cientificamente e assistir ao seu desabrochar profissional. Um bom augúrio para o vosso futuro são os nossos desejos.
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quarta-feira, 31 de março de 2010
Controlvet... Excelência e ACESSIBILIDADE científica

Algumas alunas do Liceu Alves Martins solicitaram apoio à ESAV para realizarem trabalhos de detecção de alimentos transgénicos (OGMs) que irão divulgar junto dos colegas da Escola. Dada a urgência do trabalho e pela colaboração estreita com alguns investigadores da Controlvet, desenvolvi esforços para que as alunas pudessem lá ir realizar estas actividades, numa empresa de referência a nível Nacional. Pois bem é dessa experiência que queria deixar o relato como um exemplo a seguir. Muitas vezes temos debaixo dos nosso olhos e aqui tão perto a resolução dos nossos problemas e acho que este repto das alunas do Alves Martins foi plenamente suprido graças à excelência e à disponibilidade demonstrada pelos investigadores Ricardo Quinta e Patrícia Henriques a quem não podia deixar de ter esse agradecimento público e dizer que conto com eles pessoalmente e com a empresa para um projecto de divulgação científica para a região. O Muito OBRIGADO!
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sexta-feira, 26 de março de 2010
Ciência a cem por CENTRO.Viseu
Fui incumbido de estabelecer o contacto com a Presidência da CMViseu, para o estabelecimento de um protocolo de cooperação entre a autarquia e as Instituições de Ensino Superior da cidade, sem excepção, para podermos incutir a curiosidade e transmitir algum do conhecimento para toda a população de Viseu que tiver vontade de aprender, netos, filhos, Pais e Avós. Onde? Nos espaços públicos, nas Instituições da Autarquia e nas Instituições de Ensino Superior. Este pretende ser um primeiro passo que após o beneplácito dos responsáveis podermos seguir para a frente, não sem destino, mas com objectivos bem definidos. Aqui podem-se juntar ainda as empresas e tenho a certeza que a Controlvet como outras de excelência que existem neste domínio geográfico podem contribuir para esta valorização da população. o título da iniciativa poderá ser "Ciência a cem por Centro". Assim que formos recebidos pela autarquia haverá novidades.
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quarta-feira, 24 de março de 2010
O MOSTAJEIRO está a SALVO mas...

Se bem se recordam o Mostajeiro foi o alvo da primeira crónica neste blogue, intitulada "Salvem o Mostajeiro". Ficamos muito contentes por não termos contribuído para a preservação do Mostajeiro. A CMViseu já há muito havia acautelado esse facto. Vai ficar no meio do separador das quatro faixas da entrada/saída de Viseu para Nelas. Sem dúvida uma óptima ideia porque aliás este exemplar faz parte do património arbóreo da cidade de Viseu. Mas então não vamos poder comer o famoso doce de mostajeiro, porque os seus frutos vão ser "adocicados" com Chumbo (Pb). Bem, de facto não vamos poder comer o doce que poderia ser elaborado pela ESAV, mas podemos sempre comprar na Quinta da Maúnça na Guarda. Quem guarda as suas tradições acautela o seu futuro.
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terça-feira, 23 de março de 2010
ESAV'S HAIRY SNAIL
Mais uma pérola do nosso campus... um caracol peludo!!!
De seu nome científico Trichia hispida ou Trochulus hispidus, este pequeno habitante de tão académicas paragens não é facilmente encontrado por aí como os seus parentes carecas de maior tamanho. Podem descobri-lo sobre as paredes brancas dos nossos pavilhões de salas ou gabinetes e observem com atenção a penugem inconfundível deste nosso inóspito visitante.
Com cerca de 3 a 4 mm na fase adulta, conserva os pêlos enquanto jovem e, tal como alguns de nós, encontra a calvície só na fase adulta. Alimenta-se de folhas jovens e tenras mas não é encarado como uma praga, ao contrário de outras espécies de caracol (género Helix).
Há aspectos interessantíssimos sobre esta espécie, como um "dardo do amor", que deixarei para o segundo capítulo da saga "ESAV'S HAIRY SNAIL".
Com cerca de 3 a 4 mm na fase adulta, conserva os pêlos enquanto jovem e, tal como alguns de nós, encontra a calvície só na fase adulta. Alimenta-se de folhas jovens e tenras mas não é encarado como uma praga, ao contrário de outras espécies de caracol (género Helix).
Há aspectos interessantíssimos sobre esta espécie, como um "dardo do amor", que deixarei para o segundo capítulo da saga "ESAV'S HAIRY SNAIL".
Até breve.
segunda-feira, 22 de março de 2010
A LUTRA continua

Este foi o slogan de um projecto de candidatura ao Ciência Viva realizado pelo Instituto Vaz Serra pela mão do seu Director, o meu Amigo Carlos Miranda, que já foi convidado a contribuir e que espero ansioso pela sua resposta. Este é um exímio fazedor e criador de projectos com nome. Com muita pena dos vários projectos que teve aprovados este foi rejeitado. Porquê? Falta de sensibilidade pelos decisores do Ciência Viva? Não acredito! Talvez o receio de quem esteja por detrás desta designação possa ter motivações anarcas. Quem o conhecer saberá que isso não é verdade. Mas ele contrapôs com um outro slogan "Não viramos a cara à Lutra".
Esta introdução vem a propósito de termos um casal de lontras (Lutra lutra) que eram o móbil desse projecto, na lagoa das Garças na ESAV. É tempo de a autarquia reunir connosco e fazermos um trabalho sério e científico para caracterizarmos e monitorizarmos este ecossistema fundamental para a cidade e criarmos uma zona de paisagem protegida em Viseu, que a autarquia o pode fazer. Este é mais um apelo sério e credível que faço e a ESAV tem responsáveis científicos que podem ajudar a CMViseu nesse processo.
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sexta-feira, 12 de março de 2010
Porque não um RESTAURANTE na ESAViseu
Num momento em que a ESAViseu-IPV prevê realizar alguns investimentos em novas edificações há que arquitectar bons projectos a custos controlados. A última grande obra realizada foi a cantina da Agrária. Tenho imensa pena que se tenha construído um "aquário" em vez talvez do melhor restaurante de Viseu. Não faz nenhum sentido que a edificação tenha sido construído junto a um talude à beira da estrada e cujas fachadas de vidro sejam fixas. Pensemos um pouco! As portas de vidro teriam que ser sempre de correr e se recuássemos o edifício cinco metros poderiamos ter uma esplanada fabulosa sobre a quinta e com acesso directo pela cantina. Apenas faltaria uns toldos para embelezar o edifício e darem sombra. Ontem parecia já uma estufa, imaginem no Verão. O arrefecimento é a electricidade e se a verba vai para ali não vai para projectos de investigação e outras coisas. Não sei quem foi o responsável nem me interessa, mas quando pensarem em construir algo peçam opinião a arquitectos, porque todos queremos ter a melhor ESCOLA. Porque é que não são servidos a partir da Primavera petiscos a partir das 17.30h, cogumelos salteados, moelinhas, peixinho do rio, ... mesmo no espaço actual que continua a ser fantástico. Irão ver que é a melhor publicidade que se pode fazer à ESAViseu. A propósito as infusões deveriam ser da Ervital para retribuirmos naqueles que ajudam a preservar a nossa paisagem rural.
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domingo, 7 de março de 2010
Um Projecto ECOLÓGICO e Sustentável

Neste espaço de opinião tento basear-me em questões técnico-científicas para fundamentar as minhas opiniões. É claro que mesmo ao nível destas questões haverá opiniões diversas sem que alguma delas tenha que estar obrigatoriamente errada. A opção final, essa será sempre política qualquer que seja o projecto e teremos que a respeitar porque são os eleitos pelo povo que têm que conduzir os destinos da nossa cidade. Nesta nova actividade para além de ser imparcial terei que o parecer. Serve isto para dizer que nada me move contra ou a favor de alguém, embora não o tenha que justificar. É muito com base em experiências vividas que sinto a vontade de poder contribuir para novos desígnios estratégicos. Há alguns dias, tentei contactar por e-mail, o actual Presidente da CMV e qual foi a minha surpresa quando a resposta veio de outrem. O tema era simples. Solicitar um debate na ESAViseu em conjunto com os alunos de Ecologia e Paisagismo para discutirmos o futuro da Lagoa das Garças, sita na Quinta da Alagoa. Espero que não se tenha perdido a oportunidade de podermos contribuir, nem que seja para a discussão, sobre o futuro desta reserva de biodiversidade da nossa cidade e que em breve daremos a conhecer. Este é um assunto querido para mim mas tenho que reconhecer que o meu colega José Manuel Costa é aquele que, sem dúvida, mais tem contribuído para o conhecimento global daquele espaço e que deverá liderar este processo.
Numa outra perspectiva, a cidade de Viseu é um lugar privilegiado para a implementação de uma urbanização de vivendas familiares ecológicas, em que se pratique na prática a sustentabilidade ambiental, sem emissões de carbono, de águas sujas, os jardins sejam de plantas comestíveis e regados por águas não potáveis, a sua manutenção fique a cargo dos proprietários, os carros não entrem no interior na urbanização, haja partilha de automóveis nas deslocações através de uma ferramenta criada na internet, existam bicicletas para que os inquilinos usem e abusem deste meio como locomoção na cidade,…
E se a ESAViseu tiver esta filosofia para a requalificação e construção dos novos edifícios e áreas ajardinadas que estão previstas. E em relação à energia um dos sectores estratégicos do futuro, se a aposta fosse na biomassa e energias alternativas dado os resíduos agro-florestais produzidos.
Numa outra perspectiva, a cidade de Viseu é um lugar privilegiado para a implementação de uma urbanização de vivendas familiares ecológicas, em que se pratique na prática a sustentabilidade ambiental, sem emissões de carbono, de águas sujas, os jardins sejam de plantas comestíveis e regados por águas não potáveis, a sua manutenção fique a cargo dos proprietários, os carros não entrem no interior na urbanização, haja partilha de automóveis nas deslocações através de uma ferramenta criada na internet, existam bicicletas para que os inquilinos usem e abusem deste meio como locomoção na cidade,…
E se a ESAViseu tiver esta filosofia para a requalificação e construção dos novos edifícios e áreas ajardinadas que estão previstas. E em relação à energia um dos sectores estratégicos do futuro, se a aposta fosse na biomassa e energias alternativas dado os resíduos agro-florestais produzidos.
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terça-feira, 2 de março de 2010
Viseu.COM.HORTAS

Viseu, tratando-se de uma cidade plena de ligações ao meio rural, do qual se deve orgulhar, não deverá esquecer a tradição das hortas e tem obrigação de acarinhar as gentes que queiram desenvolver micro, nano projectos de horticultura, biológica, biodinâmica e outras novas vertentes da agricultura sustentável. A autarquia e as juntas em colaboração com Associações culturais e recreativas deverão eleger os candidatos e os locais onde poderão ser desenvolvidas estas acções. A ESAViseu não poderá deixar de apoiar tecnico-cientificamente iniciativas desta índole e inclusivamente disponibilizar áreas de cultura para este tipo de actividades que enobrecem os nossos anciões, no qual podem também transmitir os seus saberes empíricos baseados na experiência de vida que, poderão e deverão ser emoldurados com os actuais conhecimentos científicos neste domínio do saber.
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segunda-feira, 1 de março de 2010
E se houvesse o BICLAS em Viseu

Viseu é um cidade em que as pessoas nutrem e demonstram uma paixão pelas bicicletas, embora só ao fim-de-semana e todos equipados a rigor com as suas "máquinas". E durante a semana? É raro ver uma bicicleta a circular e então na cidade nem vê-las. Se a autarquia replicar o exemplo da BUGA de Aveiro, não seria de aplaudir? Dir-se-á que Viseu é uma cidade difícil para andar de bicicleta, mas o que é facto é que isto só verdade durante a semana, porque ao fim-de-semana assim que começa a raiar o sol, são às centenas. Numa cidade com eixos viários largos, que facilmente podiam ser adaptados para intensificar e promover a circulação de bicicletas, inclusivamente na deslocação para o trabalho, como nos Países evoluídos, não seria uma imagem de sustentabilidade e preservação do ambiente, numa cidade que já tem o "Branquinho" a ajudar. O Branquinho, ponham-no gratuito se possível, para ver se pega a moda da sua utilização. Dinamizem um projecto piloto com duas dezenas de bicicletas em colaboração com a ESAViseu a circular na cidade para vermos a reacção da população, arranjem umas "Biclas" esteticamente apelativas, coloquem publicidade, arranjem forma e maneira de sustentabilizar o projecto, nós teremos imensa vontade de colaborar e ajudar a promover este Projecto como um sinal de modernidade da nossa cidade e podermos integrar o Ranking das "Smart city".
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