O BiodiverCidade é um fórum de discussão criado por docentes do curso de Licenciatura de Ecologia e Paisagismo da ESAViseu onde são debatidas questões de planeamento e desenvolvimento estratégico, em questões relacionadas directa ou indirectamente com o ambiente e a biodiversidade da cidade de Viseu ao nível dos recursos naturais mas também culturais.


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segunda-feira, 28 de março de 2011

Carvalhos no Fontelo



No âmbito dos vários projectos em curso com a Autarquia de Viseu, incluimos também este, a ser desenvolvido pela Sara Lopes, uma aluna finalista do Curso de Eng. Florestal. Está a avaliar um conjunto de exemplares arbóreos sob o ponto de vista da estabilidade biomecânica. Começamos por três exemplares de Quercus robur, localizados junto ao bar do fontelo. Um dos últimos temporais que assolaram a cidade de Viseu, provocaram a queda de um carvalho que pôs em perigo os exemplares contíguos . No seguimento do ocorrido a Câmara solicitou o apoio da ESAV para realizar a avaliação. Esta é uma relação que se tem estabelecido desde há vários anos e à qual a ESAV responde prontamente por muitas das vezes estarem em risco a segurança de pessoas e bens. Estas colaborações só são possiveis pela disponibilidade dos nossos alunos que se prestam a realizar o trabalho prático que depois é discutido e validado pelos respectivos docentes. Esta é o nosso capital e a nossa filosofia de trabalhar. Estamos a subir uma longa escada da credibilidade e reconhecimento público. Não temos pressa... queremos é ser consistentes e competentes. Parabéns Sara pelo trabalho que está a ser realizado.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Uma maior fiscalização para forçar a mudança de atitude


Em parceria com a CMViseu temos estado a desenvolver estudos na área da preservação da património arbóreo da cidade de Viseu. E temos um longo caminho a trilhar no sentido de sensibilizar e educar a população e acima de tudo as empresas de obras públicas que realizam os grandes projectos da autarquia, com nomes tão estranhos como "Chupas e Morrão". É por desleixo que se causam muitos danos aos exemplares arbóreos, uma situação por demais evidentes nos casos que actualmente estamos a avaliar, designadamente nos cedros de cabanões. As feridas provocadas nos troncos revelam que o manobrador não está minimamente preocupado com a preservação dos exemplares e que seguramente teria mais cuidado se se trata-se de um poste de iluminação ou outra infra-estrutura em cujos danos teriam de ser obrigados a indeminizar. Há a necessidade de chamar à pele os responsáveis para os sensibilizar que os danos podem ser facilmente evitáveis e que reduzem de forma drástica a longevidade das árvores podendo por em risco a segurança de pessoas e bens, sem necessidade alguma. A CMViseu tem de actuar de uma forma fiscalizadora mais apertada, pois sabemos que só com coimas a sentir no pêlo é que as coisas se resolvem. No decorrer deste estudo/parecer já contactamos com os condóminos que querem por tudo o abate das árvores, apesar de como dizem gostarem muito de árvores e querem que após o abate se coloquem novas árvores que até podem crescer depressa e que deram como exemplo os choupos da Avenida da Europa! Mas que belo exemplo. Aqui na população também temos um longo percurso a fazer e estamos disponíveis, assim estejam eles com vontade de olharem para as árvores com outros olhos. Veio-me à memória o Mostajeiro da ESAV. Está tudo na mesma linha e a empresa que sem quê nem mas abateu aquele belo exemplar, só pode actuar desta forma até que um dia alguém se lembre de chamar à atenção!

sábado, 24 de abril de 2010

Misericórdia...para os Cedros

Este está-se a tornar um assunto deste blogue e ao que sei de conversas de bastidores. A razão tem a ver com a compexidade e sensibilidade do assunto? apesar de ser um assunto sensível e passível de opiniões contrárias por diversos protagonistas, resume-se a duas posições por razões óbvias. Por um lado, os moradores do bairro da misericórdia, em especial os que confrontam directamente com os cedros, parecem querer abater estas árvores por razões que parecem óbvias. Em primeiro lugar questões de segurança do seu maior bem imaterial e em segundo lugar um valorizar das habitações porque ficam mais expostas e a receberem a luz de uma forma mais directa. Esta análise sumária parece de fácil entendimento. Do outro lado, a autarquia e diria o bem comum, no sentido de preservação de exmplares arbóreos da cidade jardim. De referir que, desde que fui contactado pela CMViseu para elaborar um relatório fundamentado nunca em momento algum senti intransegência ou pressão sobre o parecer. O parecer terá que salvaguardar que os exemplares sob o ponto de vista biomecânico e fitossanitário cumprem os requisitos de segurança para podermos propor a sua manutenção porque o embelezamento do espaço e algum efeito tampão face ao eixo viário são as claras mais valias. Terei de auscultar ambas as partes para poder ir ao encontro dos respectivos anseios salvaguardando o bem geral. Veremos se é possível! Este parecer só pode ser redigido após a celebração de um protocolo entre a CMViseu e a ESAV que será vital até para o validar, mas que ao abrigo do que muito apelidam de burocracia e que eu digo que são interesses ocultos irá demorar. Eu apenas quero referir que desde a primeira hora manifestei disponibilidade à edilidade de elaborar o parecer e fundamentá-lo tecnicamente, mas quem se torna muito voluntarioso, fica também mais exposto e sofre as consequências. Aguardemos serenamente, esperando que mais uma vez não fiquemos mal na fotografia, por razões que a própria razão desconhece.

sábado, 17 de abril de 2010

PROTOCOLOS: uma forma de responsabilização... ou desresponsabilização

Voltemos aos propósitos deste Blogue. Lançar discussão no bom sentido, relativamente a temas actuais. E o tema mais actual são os célebres protocolos entre a ESAV a CMViseu e com particular incidência entre o Curso de Ecologia e Paisagismo e a CMViseu. Fiquei a conhecer deste protocolo por via de um dos seus interlocutores, o Exmº Vereador da CMViseu, Drº Américo Nunes. Nesse mesmo momento, manifestei a minha disponibilidade para promover essa colaboração e indiquei quais as áreas científicas em que o Curso em particular poderia colaborar e ser útil à CMV e à cidade em sensu lato e ao mesmo tempo sentir-se útil. E uma das áreas é a avaliação biomecânica e fitossanitária de exemplares arbóreos. A proposta da CMV demorou dois dias, e o móbil são os Cupressus no bairro da Misericórdia que vão ser atingidos pelo alargamento da estrada e querem ouvir os resultados da nossa avaliação e as propostas técnicas a apresentar. Sem dúvida um atitude louvável e uma confiança depositada que, nos resta responder com o melhor que soubermos fazer de modo a mostrarmos capacidade técnico-científica e ganhar confiança por parte da autarquia, neste caso. Qual o percurso de pedido formal da CMViseu? Qual protocolo? Numa atitude lógica a Direcção entendeu que deverá ser o Curso de Engenharia Florestal e os seus responsáveis a liderar o processo. A questão que se coloca imediatamente é, para que é se estabelecem protocolos? Para serem consequentes ou apenas para figurarem na página da ESAV ou nos folhetos de divulgação dos cursos (o que até seria boa ideia para os candidatos terem noção das relações institucionais da ESAV). Eu disse-o em devida altura e volto a reafirmar. Em primeiro lugar devemos estabelecer contactos para vermos em parceria quais ás áreas de interesse em que poderemos colaborar de forma singular ou em sinergia com outras instituições. Depois estabelecer o protocolos de forma precisa e consequente. Pôr os projectos em execução e no fim avaliar os resultados e ampliar os protocolos, caso seja esse o interesse mútuo. Como é que a ESAV faz? Eu, na qualidade de Director de Curso de Ecologia e Paisagismo até nem sabia do protocolo, o mérito da sua elaboração até é de outrém. Será que vai a tempo de entrar na linha devida. Da minha parte sim! Mas o que digo é que o aluno mais apto e com mais vontade foi esta semana e por um período de três meses para Penafiel fazer um trabalho na autarquia exactamente nesta área científica. Mas vamos seguramente arranjar outros.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Uma sintonia PLENA e um Futuro Promissor para os NOSSOS

Não poderia deixar de fazer uma breve referência ao sucesso da nossa conversa com o Vereador da CMViseu, Drº Américo Nunes pela forma amistosa com que nos recebeu e pelas ideias de colaboração que foram gizadas para serem levadas a cabo a curto prazo. Aliás esse foi o motivo da nossa conversa e da nossa parte envidaremos todos os esforços para que a autarquia reconheça mérito nas nossas actividades. Os alunos de Ecologia e Paisagismo para o qual este blogue se dirige embora não exclusivamente podem estar cientes que irão ser abrangidos por um protocolo entre a ESAV e a CMV que, apesar do vosso director de curso por enquanto nada ter feito para a sua efectivação, alguém vos irá dizer quais os objectivos e pressupostos em que se baseia. Todos os protocolos vão a Científico e este curiosamente só irá depois de assinado pelo Drº Fernando Ruas, eu até me ria se alterarem uma vírgula e lá se vai o protocolo. Bom mas este não é o assunto que me levou a escrever a crónica. Vamos colaborar activamente com a CMV nas questões biomecânicas e fitossanitárias dos exemplares arbóreos da cidade de Viseu, trabalho que já foi iniciado. Vamos colaborar na divulgação da biodiversidade da Lagoa das Garças e da sua envolvência e vamos colaborar num projecto de divulgação científica em conjunto com as restantes instituições de ensino superior. Esperamos contar com os nossos alunos para que se mostrem nestas e noutras actividades para que a sociedade lhes possam reconhecer mérito e que se abram portas para a sua vida profissional. Nos estaremos cá para os orientar, apoiar técnico-cientificamente e assistir ao seu desabrochar profissional. Um bom augúrio para o vosso futuro são os nossos desejos.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Amanhã vamos APOSTAR tudo!

Depois do interregno, (apesar de não ter tido tempo de ainda carregar as baterias, porque ainda não paramos) começo a ficar orgulhoso do blogue que criamos e dos poucos mas bons colaboradores que exercitam a sua humilde arte de escrever. Ainda ontem desenhamos projectos em Vila Nova de Paiva e amanhã fazer pensar em conjunto com a Câmara de Viseu, com o seu vereador. O projecto é a ciência a cem por CENTRO. Acreditamos que teremos sucesso neste novo projecto que tem aberto um programa no Ciência Viva para divulgação científica ao qual nos poderemos candidatar. Neste projecto envolvemos todos somos integradores e não elitistas. A propósito vamos meter a "colherada" de perservar a "Lagoa das Garças", este seguramente mais difícil mas se a CMViseu o compreender é aquele projecto que diferencia uma Câmara de uma Câmara qualquer e eu acredito que esta tem uma enorme mais valia. Desejem-nos Boa sorte!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Ciência a cem por CENTRO.Viseu

Fui incumbido de estabelecer o contacto com a Presidência da CMViseu, para o estabelecimento de um protocolo de cooperação entre a autarquia e as Instituições de Ensino Superior da cidade, sem excepção, para podermos incutir a curiosidade e transmitir algum do conhecimento para toda a população de Viseu que tiver vontade de aprender, netos, filhos, Pais e Avós. Onde? Nos espaços públicos, nas Instituições da Autarquia e nas Instituições de Ensino Superior. Este pretende ser um primeiro passo que após o beneplácito dos responsáveis podermos seguir para a frente, não sem destino, mas com objectivos bem definidos. Aqui podem-se juntar ainda as empresas e tenho a certeza que a Controlvet como outras de excelência que existem neste domínio geográfico podem contribuir para esta valorização da população. o título da iniciativa poderá ser "Ciência a cem por Centro". Assim que formos recebidos pela autarquia haverá novidades.

quarta-feira, 24 de março de 2010

O MOSTAJEIRO está a SALVO mas...


Se bem se recordam o Mostajeiro foi o alvo da primeira crónica neste blogue, intitulada "Salvem o Mostajeiro". Ficamos muito contentes por não termos contribuído para a preservação do Mostajeiro. A CMViseu já há muito havia acautelado esse facto. Vai ficar no meio do separador das quatro faixas da entrada/saída de Viseu para Nelas. Sem dúvida uma óptima ideia porque aliás este exemplar faz parte do património arbóreo da cidade de Viseu. Mas então não vamos poder comer o famoso doce de mostajeiro, porque os seus frutos vão ser "adocicados" com Chumbo (Pb). Bem, de facto não vamos poder comer o doce que poderia ser elaborado pela ESAV, mas podemos sempre comprar na Quinta da Maúnça na Guarda. Quem guarda as suas tradições acautela o seu futuro.