O BiodiverCidade é um fórum de discussão criado por docentes do curso de Licenciatura de Ecologia e Paisagismo da ESAViseu onde são debatidas questões de planeamento e desenvolvimento estratégico, em questões relacionadas directa ou indirectamente com o ambiente e a biodiversidade da cidade de Viseu ao nível dos recursos naturais mas também culturais.


Mostrar mensagens com a etiqueta Viseu. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Viseu. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Já não bastava termos um cromo...!


http://projectopatrimonio.com/viseupedia/cromo_se_n08.html



O parque Aquilino Ribeiro caracteriza-se por uma concepção modernista que combina a funcionalidade do espaço com a preservação do património arbóreo, promovendo o ecossistema urbano de Viseu sob ponto vista natural, social, cultural e económico. O Arq.º Vianna Barreto teve o ensejo de poder reinterpretar o lugar, passado meio século da sua intervenção de raiz (1955), assumindo-se como um espaço de tributo, numa espécie de simbiose entre dois expoentes da cultura, preservação, interpretação e valorização das paisagens. A sua matriz arbórea radica no carvalho-alvarinho a par de outras espécies como o carvalho-americano, castanheiro, choupo-branco, magnólia, pinheiro-manso, plátano e tília. Nas espécies arbustivas, destacam-se o rododendro, azereiro, medronheiro e o azevinho, ilustrativas de espécies, algumas raras, autóctones ou em perigo de extinção. O projecto de reinterpretação, inaugurado a 23 de Dezembro de 2011, contemplou a requalificação de pavimentos, infraestruturas e equipamentos, sendo valorizada a componente da água através da criação de um circuito e ampliação do lago. A biodiversidade florística foi valorizada no sub-coberto arbóreo, no jardim sensorial, no enquadramento e naturalização do lago e no espaço relvado de anfiteatro.

Só faltava mais este cromo...de Viseu!


http://projectopatrimonio.com/viseupedia/cromo_n19.html



A Tília é um dos ex-libris arbóreos da cidade de Viseu, que caracteriza e inspira o seu centro urbano, pela sombra e harmonia estética e pelo perfume dos seus aromas, na época devida da floração. É uma árvore caducifólia, que enaltece a silhueta piramidal, após a queda outonal da folha. Podemos encontrar exemplares de três espécies, Tilia tomentosa, T. cordata e T. platyphyllos, cujos epítetos específicos relevam características das folhas, e o híbrido Tilia x europea que resulta do cruzamento espontâneo entre estas duas últimas espécies. A tomentosa caracteriza-se pela página inferior da folha estar coberta por tomento branco prateado, a cordata, expressa a forma de coração, sendo também denominada, na forma comum, por Tília-de-folhas-pequenas, em oposição à T. platyphyllus, a Tília-de-folhas-grandes. As flores, colhidas em Julho, usam-se na tradicional infusão de tília, conhecida pelas suas propriedades calmantes e refrescantes. A tília foi uma das árvores de eleição do mestre Aquilino Ribeiro, que as plantou no seu pátio beirão e que, privilegiada e sentimentalmente, admirou e descreveu.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O mercado...voltou...a 5 de Outubro!


Tenho que confessar que não fui à Feira à moda antiga organizada pelo Centro Cultural Distrital de Viseu. Pelo que li foi um "estrondoso" sucesso com a afluência de produtores e público. E eu no Continente! Neste caso o "Burro" sou eu. Trata-se de um problema meu de acesso à informação. Mas onde quero chegar, é que este é um local de memória para as gentes viseenses. Se calhar tinha feito sentido outro projecto de requalificação do Mercado 2 de Maio. O que sei é que nunca terá sido dito ao Arq.º Siza Vieira, que este espaço requalificado seria para feiras de antiguidades, feiras agrícolas, e feiras de artesanato africano. Não acredito que ele fizesse aquela proposta. Mas é sempre bom, potenciar as infra-estruturas que temos. Parabéns pela inciativa.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Mais um dia sem carros...!


adefesadefaro.blogspot.com
Estranhamente hoje, em Viseu, andavam poucas pessoas nas ruas pela manhã. Era um dia feriado, mas deve haver uma explicação para o ocorrido. Este dia 21 de Setembro, feriado municipal, era normalmente usado pela autarquia para aderir ao dia europeu sem carros. Como a moda acabou, a autarquia decidiu não manter o dia sem carros. Um erro crasso porque esta iniciativa ajudava a mudar metalidades e a fomentar o andar a pé, só que as mentalidades não se mudam de um dia para o outro. O facto de estarmos a passar um momento de crise ainda acentuava mais a importância desta acção. Quando é para a fotografia, todos gostam de ficar. Se não há fotografia ou TVs já ninguém quer aderir. A moda não é andarmos todos juntos. Às vezes é sermos diferentes. Salva-se o facto de disponibilizarem os autocarros eléctricos. Esta medida devia ser estendida a um ou mais dias todas as semanas. Outra medida seria tirar os carros do centro histórico e colocar os autocarros eléctricos a circular pela zona. Não é fácil mudar mentalidades mas se não tentarmos não saberemos quais os resultados. 

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

"A árvore caiu...o resto foi sorte!"

Regularmente assistimos a notícias sobre a queda de árvores em espaços públicos, na maior parte das vezes sem registo de vítimas ou graves danos materiais. Aliás muito recentemente registou-se a queda de um ramo de uma tipuana (Tipuana tipu) no Jardim Constantino em Lisboa, num dia aparentemente normal, felizmente sem provocar qualquer dano porque as pessoas escutaram sinais da árvore, segundo relatos em que antes de rachar a árvore emitiu um som alto como de esgaçar que permitiu a fuga, antes de se consumar a queda. É também importante por isso educar os cidadãos para que estejam atentos aos sinais visuais ou acústicos para se prevenirem danos maiores. Não nos podemos esquecer que, tal como na ocorrência da queda das palmeiras na ilha do Porto Santo em 22 de Agosto de 2010, os autarcas podem vir a ser constituídos arguidos pelo Ministério Público em casos de danos pessoais como foram o caso em que morreram duas pessoas e uma ficou gravemente ferida. Estes casos, quando acontecem levantam sempre a questão da segurança e da prevenção. A ESAV, tem tentado ao longo destes já sete anos trabalhar de uma forma pró-activa, embora reconheçamos que pudéssemos fazer mais e melhor com uma colaboração mais intensa por parte da autarquia. Não está em causa qualquer má vontade, mas julgo alguma falta de sensibilidade e um acreditar na sorte. Temos defendido a realização de um SIG da cidade, no qual poderíamos colocar toda a informação sobre as centenas de árvores já avaliadas e desta forma possuirmos um ferramenta dinâmica de extremo valor para um sistema de alerta de árvores em risco que necessitem de ser monitorizadas. Esperamos que em breve este nosso anseio possa ser atendido, tanto mais que não são necessários custos significativos e que a mais valia obtida seria enorme com sistematização de informação existente a reverter em prevenção para o futuro. Uma outra questão tem a ver com a quem eventualmente pedir responsabilidades. O caso da figura apresentada é da responsabilidade da EDP, uma empresa aliás ao que parece com grande responsabilidade ambiental e social, só que não em Viseu ao que parece. Eu não quero ser profeta da desgraça, mas este exemplar de choupo (Populus) no local onde está e em particular agora com o movimento da Feira de São Mateus, já deveria ter suscitado uma maior atenção por parte dos repsonsáveis. A ESAV já lhe deu.

domingo, 25 de abril de 2010

AHorta: um projecto ser memória

Avelãs de Ambom
Lá vem a história das hortas de novo. Já temos feito por várias vezes referência a algumas analogias entre os orgãos vitais do nosso organismo e a vitalidade de alguns projectos. O projecto das hortas comunitárias também permite fazer essa feliz analogia com o que apelidamos Projecto Aorta. A ideia original de fazer hortas na ESAV, com patrocinio comunitário foi obra de alguém e não obra do acaso. Só espero é que ainda possa nascer antes do ocaso, porque todos os dias vemos exemplos de projectos similares onde se podem até beber algumas ideias. Este sábado pela manhã cedinho passeava nas vinhas da ESAV e falava com os "Luises" o empresário agrícola e o enxertador e pensava que era um lugar ideal para fazer surgir um projecto emblemático para a cidade de Viseu. Um resort (mas não necessariamente de luxo) com baixa densidade de construção onde a certificação ambiental e o espaço agrícola fossem devidamente valorizados num espaço da cidade que temos obrigação de saber preservar e valorizar de forma sustentável, a lagoa das garças. Onde as vinhas e as hortas sejam biológicas, os jardins sejam de plantas comestíveis, onde as faínas e as ambiências agrícolas possam ser partilhadas por todos aqueles que perfilhem a mesma filosofia, o bom uso do solo e o bem-estar físico e emocional, um projecto para ser memória, num espaço de futuro.

terça-feira, 9 de março de 2010

Sinais e/ou armadilhas


Tenho publicado uma crónica diária, e pela primeira vez o faço de modo “bidiário”. Este facto surgiu não porque esta crónica perdesse actualidade se fosse publicada amanhã mas, porque escrevo por impulso e surgiu-me este tema. Para além de que pela actividade profissional que exerço apenas posso despender cinco minutos para cada crónica. O tema deve-se a um artigo que li de Carlos Cárcamo, aquele que ontem elogiei. Disse ele que, os governantes têm que pensar em fazer cidades acessíveis para os idosos, porque a nossa sociedade está a envelhecer a olhos vistos. Reparem como os espanhóis chamam os seus idosos, são «os nossos Mayores». Viseu, cidade atenta e com grandes contactos aproveita todas as verbas comunitárias de programas relativos a acessibilidades. Das últimas novidades foram para pessoas portadoras de deficiência, mas só visual. O espírito da actuação é magnífico e a ACAPO sabe que quando posso colaboro com a instituição. Já dei provas disso. Mas neste caso, as infra-estruturas criadas pela autarquia no Rossio e junto a passadeiras são autênticas armadilhas para os idosos especialmente se estiver a chover. É difícil fazer uma infra-estrutura que seja benéfica para invisuais e prejudicial para idosos. Não haveria outra forma de tratar simultaneamente bem os nossos invisuais e os nossos "Mayores".

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Depois da Tempestade...a BONANÇA


O nosso planeta parece estar a querer rebentar por dentro e isso sente-se por fora, ou o contrário está tão mal por fora que afecta o seu cerne. Só esperamos que as ideias de sequestrar o dióxido de carbono parno interior da Terra não esteja a dar sinais que não será uma boa ideia, ou a extracção excessiva do petróleo e gás natural possa estar a corromper alguma estabilidade do manto ou da crosta, digo eu!
A nossa cidade parece ter resistido bem ao temporal previsto e não há dúvida que temos que agradecer aos meios e competências dos nosso serviços de meteorologia (agora já não designados de mentereologia) que fizeram com que as pessoas ficassem mais por casa e evitassem males maiores. Pena foi que a EDP não tivesse colaborado, porque ao que parece um milhão de pessoas ficaram sem luz até às 19 horas e 150 mil até mais tarde. Para mal dos meus azares tive que estar nos tais 150.000. Olhem que se fosse para sair o euromilhões estaria nos outros nove milhões seguramente, digo eu!
Dito isto, tive de sair de casa quando começou a escurecer e felizmente já estava a começar a bonança. Tive oportunidade de verificar com os meus olhos que Viseu resistiu aparentemente muito bem ao temporal. Nestas ocasiões lá vêem o raio das árvores, são um grande problema e inclusivamente matam crianças, neste caso o infortúnio foi em Paredes. Neste caso, Viseu tem a fama de ser uma cidade verde com muitas árvores e tem que ter o proveito reduzindo ao mínimo os impactos e os riscos.
Já avaliei em Viseu mais de 300 árvores em relação ao seu estado fitossanitário e biomecânico e estou disponível para em colaboração com a edilidade monitorizarmos este património verde, se for essa a intenção do município. Este trabalho só foi possível fazer com a disponibilidade e saber dos alunos da ESAV. Não falem em falta de verbas porque até agora nem um agradecimento tivemos, para não falarmos que tudo isto foi feito a custo zero...para a CMV. Por isto no que respeita às árvores de Viseu, sei do que falo.
Falemos das podas das árvores de Viseu que no ano passado sofreram uma significativa melhoria de procedimentos quer em termos técnicos quer em termos de eficácia com o material resultante da poda a ser imediatamente estilhaçado, colocado numa caixa de tractor e conduzido a uma central de biomassa ou similar, digo eu!
Este ano os podadores pareciam acrobatas para não dizer outra coisa seguros por escadas, graças a Deus não houve nenhuma desgraça, que se soubesse. Mas andaram a brincar com o fogo e com o trânsito porque estavam mal sinalizados e os ramos caiam para a estrada e às vezes acertavam nos carros, enfim voltamos um pouco aos bons velhos tempos. Ainda bem que houve o ano passado para vermos que há quem trabalhe muito bem nesta área e confesso não sei qual foi o nome da firma e este ano era só limar algumas arestas porque o grosso da poda foi efectuado o ano passado.
Vou-lhes falar só de um caso particular para verem como é importante existir uma relação directa entre técnicos e a autarquia para evitarmos males maiores. Quando saí de casa, porque era um dos tais 150 mil, passei por um carvalho com um rastro de destruição com uma enorme quantidade de ramos caídos. Pensei que o cenário poderia ser replicado por muitas das árvores da nossa cidade. Felizmente não! Qual a razão? Este carvalho, à semelhança de outro ao seu lado, está no depósito de água do Campo que foi alvo de uma obra de requalificação há dois anos e nunca mais acordou, porque o solo foi impermeabilizado com alcatrão e sabe-se lá mais o que fizeram a esta árvore. Constituem agora os dois um monumento ao Carvalho, feitos de madeira e até parecem reais. Apenas falta a placa alusiva ao monumento. Aqui Jaz Quercus robur. Sugiro que coloquem também uma placa de estacionamento proibido porque qualquer dia podem cair, quando o alcatrão começar a abrir brechas e lá entramos todos em despesas. Ah, a propósito é um monumento para se ver ao longe.
São exemplos como estes que reflectem a importância de termos de estar todos atentos e de uma parceria entre técnicos e autarquia ser fundamental para ajudarmos todos a preservar as nossas árvores desta cidade verde. Reitero a disponibilidade para auxiliar a autarquia onde resido para minimizarmos os riscos e em parceria ajudarmos a manter o cenário desta nossa urbe e fazer com que as pessoas olhem para as árvores com respeito e se saibam preservar também de algum risco que sempre criam.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Viseu é a minha PRAIA


Tenho o enorme prazer de viver em Viseu e poder usufruir de uma cidade “incrustada” na paisagem Beirã, daí poder dizer que Viseu é a minha praia. As serras, a floresta, os prados, os vinhedos, os pomares, as hortas, retalhados pelos rios criam um mosaico de unidades de paisagem que fazem da Beira uma rica paisagem multiforme. Mas hoje falemos dos rios e das praias fluviais.
Eu diria que não é necessário levar à letra a expressão a ponto de querer fazer uma praia em Viseu para nos sentirmos bem. Será que foi realizado um estudo de opinião como o realizado por exemplo para a criação do Palácio do Gelo em que se contabilizaram as populações alvo em redor de Viseu para justificar a sua criação. Será crível pensar que as pessoas de Vila Nova de Paiva, Vouzela, São Pedro do Sul, Santa Comba Dão, Aguiar da Beira entre outras irão preferir a praia fluvial de Viseu às suas que são até mais naturalizadas. E as pessoas de Viseu irão passear-se ao longo do Pavia em biquíni, quiçá em monoquini?
Se quiserem a minha opinião esta ideia no início não irá resultar e então haverá que investir mais verba na criação de ondas artificiais e em géisers para criar espectacularidade e ainda provavelmente serão plantadas palmeiras. Eu sei e não é sequer minha intenção mudar planos estratégicos para a cidade e desta forma deixo a minha sugestão de outras praias fluviais do País e do Estrangeiro.