O BiodiverCidade é um fórum de discussão criado por docentes do curso de Licenciatura de Ecologia e Paisagismo da ESAViseu onde são debatidas questões de planeamento e desenvolvimento estratégico, em questões relacionadas directa ou indirectamente com o ambiente e a biodiversidade da cidade de Viseu ao nível dos recursos naturais mas também culturais.


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terça-feira, 9 de março de 2010

Sinais e/ou armadilhas


Tenho publicado uma crónica diária, e pela primeira vez o faço de modo “bidiário”. Este facto surgiu não porque esta crónica perdesse actualidade se fosse publicada amanhã mas, porque escrevo por impulso e surgiu-me este tema. Para além de que pela actividade profissional que exerço apenas posso despender cinco minutos para cada crónica. O tema deve-se a um artigo que li de Carlos Cárcamo, aquele que ontem elogiei. Disse ele que, os governantes têm que pensar em fazer cidades acessíveis para os idosos, porque a nossa sociedade está a envelhecer a olhos vistos. Reparem como os espanhóis chamam os seus idosos, são «os nossos Mayores». Viseu, cidade atenta e com grandes contactos aproveita todas as verbas comunitárias de programas relativos a acessibilidades. Das últimas novidades foram para pessoas portadoras de deficiência, mas só visual. O espírito da actuação é magnífico e a ACAPO sabe que quando posso colaboro com a instituição. Já dei provas disso. Mas neste caso, as infra-estruturas criadas pela autarquia no Rossio e junto a passadeiras são autênticas armadilhas para os idosos especialmente se estiver a chover. É difícil fazer uma infra-estrutura que seja benéfica para invisuais e prejudicial para idosos. Não haveria outra forma de tratar simultaneamente bem os nossos invisuais e os nossos "Mayores".

segunda-feira, 8 de março de 2010

Obrigado OURENSE, até para o ano

Já é a segunda vez que vou a Ourense. A razão é a realização anual das Xornadas de Xardineria de Galicia. Um congresso sem custos de inscrição com uma qualidade de oradores irrepreensível e um organizador, Carlos Cárcamo e seus pares que aliam a humildade ao saber resultando numa actuação soberba. Depois são as Xentes de Ourense, os lugares e tudo o mais. Se forem na altura do Carnaval a surpresa ainda é maior. Em relação às 6ª Xornadas realizadas nos passados 19 e 20 de Fevereiro, apenas vos falo de dois casos de entre os outros todos fabulosos. Espacios de juegos accesibles (...de manera desapercibida) por Enrique Rovira-Beleta. (Cataluña). Um arquitecto a falar de acessibilidades em jardins para pessoas portadoras de deficiência motora. Ele a brincar com a sua cadeira de rodas no palco da apresentação. E a forma de expor? um à vontade que só um conhecedor extremo pode apresentar. É o técnico no mundo que mais sabe desta temática. Falou também das piscinas e porque as autarquias não têm a sensibilidade para fazerem a entrada por rampas como na praia. Tudo bem ilustrado. Mostrou como entra nas piscinas como um verdadeiro deficiente através de uma cadeira em elevador para todos verem a sua deficiência, em detrimento de uma simpes rampa como seria desejável. E a propósito se precisarem de comprar uma cadeira de rodas de plástico para irem à piscina, não comprem em lojas de material hospitalar que seja preciso escadas para aceder. Não têm sensibilidade para terem cadeiras desse tipo.
Vou frisar só outro exemplo soberbo. Proyectos singulares de espacios para el juego: Carve. Elger Blitz - Director de Diseño (Holanda). Este fala de projectos impossíveis. Parques infantis perigosos, onde as crianças tenham a sensação que estão escondidas dos Pais. Ao longe os pais vêem tudo e confirmam o elevado nível de segurança. Se tiverem oportunidade passem pelos trabalhos destes e de outros autores deste Congresso. Carlos muito obrigado pela oportunidade. Até para o ano se não for antes. Espero que em breve possas vir a Viseu.