O BiodiverCidade é um fórum de discussão criado por docentes do curso de Licenciatura de Ecologia e Paisagismo da ESAViseu onde são debatidas questões de planeamento e desenvolvimento estratégico, em questões relacionadas directa ou indirectamente com o ambiente e a biodiversidade da cidade de Viseu ao nível dos recursos naturais mas também culturais.


domingo, 5 de maio de 2013

A mais bela "Árvore de Judas"...de Viseu...

Fica localizada junto ao conservatório de música Dr.ºAzeredo Perdigão.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Um Sentimento de Perda...de Memória Cultural e Educacional

No passado 21 de Novembro deparamo-nos, no parque da cidade com o cenário da queda de um majestoso exemplar de carvalho-roble. Os danos provocados foram extraordinariamente limitados face ao porte do exemplar arbóreo. Por coincidência passei pelo parque Aquilino Ribeiro, naquele fatídico dia, mas não assiti ao vivo à "desmontagem" daquele "monumento vivo". Contudo, solicitei aos serviços técnicos da autarquia que nos disponibilizassem uma secção do exemplar para podermos fazer a sua datação. Com a ajuda do colega José Manuel Costa e do aluno de Ecologia e Paisagismo, Davide Gaião, chegamos a uma primeira conclusão que este carvalho terá entre duzentos e cinquenta e trezentos anos e que neste momento estamos a tentar perceber a evolução das taxas de crescimento deste exemplar com dados da climatologia e de alterações no próprio parque, acontecimento que ficaram "registados" nos anéis de crescimento como se de um autêntico gravador se tratasse. Dendrocronologia é um método científico de estabelecer a idade de uma árvore baseado nos padrões dos anéis em seu tronco. É estabelecida de acordo com o clima das épocas, e por isso, torna-se um grande método de datação absoluto dos climas passados. As árvores, em zonas temperadas, crescem em espessura de maneira descontínua. Verifica-se, que a largura desses anéis não é constante, variando de ano para ano em cada região de acordo com a variação das condições climáticas: quanto melhores forem essas condições tanto mais largos serão os anéis anuais e, inversamente, quanto mais desfavoráveis às condições tanto mais estreitos os anéis. Em breve publicaremos os resultados e as conclusões das análises realizadas desta que constitui uma perda assinalável do património arbóreo da cidade. Não faço ideia do destino dado à madeira deste "monumento", mas não acredito que tenha sido usado de uma forma nobre onde ficasse registada a memória de um património e de uma cidade nos seus últimos 250 anos. Perdemos a oportunidade de valorizar e embelezar um espaço cultural da nossa cidade, com a colocação de uma secção deste exemplar devidamente ilustrado e datado como testemunho de uma memória... cada vez mais esquecida!


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Já não bastava termos um cromo...!


http://projectopatrimonio.com/viseupedia/cromo_se_n08.html



O parque Aquilino Ribeiro caracteriza-se por uma concepção modernista que combina a funcionalidade do espaço com a preservação do património arbóreo, promovendo o ecossistema urbano de Viseu sob ponto vista natural, social, cultural e económico. O Arq.º Vianna Barreto teve o ensejo de poder reinterpretar o lugar, passado meio século da sua intervenção de raiz (1955), assumindo-se como um espaço de tributo, numa espécie de simbiose entre dois expoentes da cultura, preservação, interpretação e valorização das paisagens. A sua matriz arbórea radica no carvalho-alvarinho a par de outras espécies como o carvalho-americano, castanheiro, choupo-branco, magnólia, pinheiro-manso, plátano e tília. Nas espécies arbustivas, destacam-se o rododendro, azereiro, medronheiro e o azevinho, ilustrativas de espécies, algumas raras, autóctones ou em perigo de extinção. O projecto de reinterpretação, inaugurado a 23 de Dezembro de 2011, contemplou a requalificação de pavimentos, infraestruturas e equipamentos, sendo valorizada a componente da água através da criação de um circuito e ampliação do lago. A biodiversidade florística foi valorizada no sub-coberto arbóreo, no jardim sensorial, no enquadramento e naturalização do lago e no espaço relvado de anfiteatro.

Só faltava mais este cromo...de Viseu!


http://projectopatrimonio.com/viseupedia/cromo_n19.html



A Tília é um dos ex-libris arbóreos da cidade de Viseu, que caracteriza e inspira o seu centro urbano, pela sombra e harmonia estética e pelo perfume dos seus aromas, na época devida da floração. É uma árvore caducifólia, que enaltece a silhueta piramidal, após a queda outonal da folha. Podemos encontrar exemplares de três espécies, Tilia tomentosa, T. cordata e T. platyphyllos, cujos epítetos específicos relevam características das folhas, e o híbrido Tilia x europea que resulta do cruzamento espontâneo entre estas duas últimas espécies. A tomentosa caracteriza-se pela página inferior da folha estar coberta por tomento branco prateado, a cordata, expressa a forma de coração, sendo também denominada, na forma comum, por Tília-de-folhas-pequenas, em oposição à T. platyphyllus, a Tília-de-folhas-grandes. As flores, colhidas em Julho, usam-se na tradicional infusão de tília, conhecida pelas suas propriedades calmantes e refrescantes. A tília foi uma das árvores de eleição do mestre Aquilino Ribeiro, que as plantou no seu pátio beirão e que, privilegiada e sentimentalmente, admirou e descreveu.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Lago...Aquilino Ribeiro!


Tenho com o parque Aquilino Ribeiro, aquilo que se pode apelidar uma relação sentimental. Por várias razões. Era o parque mais notável da junta da qual o meu sogro foi Presidente, durante largos anos e que por isso várias vezes passeamos por lá juntos, em conversas amenas, e muitas vezes estratégicas, para o futuro de uma escola, uma cidade, uma população. Desses passeios saiu um alerta! é preciso fazer-se urgentemente uma avaliação biomecânica e fitossanitária dos exemplares arbóreos destes espaço nobilíssimo da cidade, até pela preocupação especial que ele tinha para com as pessoas. Bons velhos tempos! Assim em 2004, uma aluna minha a Cátia Pereira, desenvolveu um trabalho notável de avaliação de 53 árvores no Parque. Um trabalho entregue na autarquia nesse ano e que era uma ferramenta importante para a idealização do espaço que, o arquitecto Viana Barreto viesse a desenvolver e a criar na nova interpretação do parque passados cinquenta anos. Sei que o trabalho lhe chegou às mãos passados alguns anos, aliás após me ter perguntado se havia algum estudo dessa natureza...ao qual lhe respondi há-de estar numa gaveta, é só uma questão de procurar. Na altura chamei à atenção para um conjunto de debilidades que seria preciso acautelar, mas "santos da casa não fazem milagres". Assisti incrédulo num domingo, dia de eleições europeias algures em 2004, à queda de um ramo de grande porte a 10 m de um policia e de um bombeiro, cujo comentário foi "ainda bem que caiu se não tinhamos que puxar". Nós, ESAV, estamos cá para ajudar a autarquia e todas as instituições que sintam que possamos ser úteis. Temos limitações, como todos sabem, mas temos muita vontade de fazer e também sabemos aquilo que podemos fazer, agora, por favor! Não nos chamem apenas quando há problemas difíceis, de vez em quando chamem-nos, a ESAV, para a fotografia, porque todos gostamos de "carinhos". Em relação às opções tomadas na requalificação do parque, não me fica bem criticar, apenas vou fazer dois reparos e um comentário: 1) Arrancar o alcatrão, Sim! colocar calçada acimentada, Não!...era preferível um bom "tuvenan". As minhas filhas já não caem na calçada, mas as crianças "pequenas" não podem dizer o mesmo; 2) O lago é de dimensões desproporcionadas,...já ninguém, se lembra do sucesso das manhãs desportivas nos relvados do Parque? É pena, agora serão as manhãs não na piscina, mas no lago... e não se esqueçam de levar as bóias os mais pequenos! 3) Então a estátua do Mestre Aquilino Ribeiro, não tem lugar no Parque? é uma questão de justiça, cultura e acima de tudo bom senso. Perguntem ao Exm.º Arquitecto Viana Barreto se se importa? Quase que "ponho as mãos no lume" que não!


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O mercado...voltou...a 5 de Outubro!


Tenho que confessar que não fui à Feira à moda antiga organizada pelo Centro Cultural Distrital de Viseu. Pelo que li foi um "estrondoso" sucesso com a afluência de produtores e público. E eu no Continente! Neste caso o "Burro" sou eu. Trata-se de um problema meu de acesso à informação. Mas onde quero chegar, é que este é um local de memória para as gentes viseenses. Se calhar tinha feito sentido outro projecto de requalificação do Mercado 2 de Maio. O que sei é que nunca terá sido dito ao Arq.º Siza Vieira, que este espaço requalificado seria para feiras de antiguidades, feiras agrícolas, e feiras de artesanato africano. Não acredito que ele fizesse aquela proposta. Mas é sempre bom, potenciar as infra-estruturas que temos. Parabéns pela inciativa.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Mais um dia sem carros...!


adefesadefaro.blogspot.com
Estranhamente hoje, em Viseu, andavam poucas pessoas nas ruas pela manhã. Era um dia feriado, mas deve haver uma explicação para o ocorrido. Este dia 21 de Setembro, feriado municipal, era normalmente usado pela autarquia para aderir ao dia europeu sem carros. Como a moda acabou, a autarquia decidiu não manter o dia sem carros. Um erro crasso porque esta iniciativa ajudava a mudar metalidades e a fomentar o andar a pé, só que as mentalidades não se mudam de um dia para o outro. O facto de estarmos a passar um momento de crise ainda acentuava mais a importância desta acção. Quando é para a fotografia, todos gostam de ficar. Se não há fotografia ou TVs já ninguém quer aderir. A moda não é andarmos todos juntos. Às vezes é sermos diferentes. Salva-se o facto de disponibilizarem os autocarros eléctricos. Esta medida devia ser estendida a um ou mais dias todas as semanas. Outra medida seria tirar os carros do centro histórico e colocar os autocarros eléctricos a circular pela zona. Não é fácil mudar mentalidades mas se não tentarmos não saberemos quais os resultados. 

terça-feira, 13 de setembro de 2011

A Tilia...nos melhores anos...de Aquilino Ribeiro!


A pedido de um amigo, como se de uma ordem se tratasse, fiz uma pequena pesquisa sobre as virtudes e desventuras da Tilia. Já não é a primeira vez que aqui falamos da Tilia, aliás desta árvore que "põe arreganho na sua toilette" como refere Aquilino Ribeiro. Que faz acalmar os nervosos e tanto mais. Mas gostaria de vos relatar as coincidências da pesquisa e como, o procurarmos saber mais é apaixonante. Sob ponto de vista gastronómico tem imensas curiosidades. O fruto quando imaturo tem um aroma achocolatado, que foi aliás explorado por Missa, um químico Francês do séc. 18 embora sem grande sucesso porque é de dificil conservação. Contudo pode ser usado como substituto do café ou do chocolate. As folhas, as flores e os frutos são comestíveis, contudo as flores mais envelhecidas podem apresentar efeitos narcóticos. As folhas jovens podem ser usadas em saladas e também podem ser usadas para produzir uma farinha com aplicações culinárias. Aliás esta aplicação remonta à altura da segunda grande guerra, em que se fazia apelo a quase tudo para consumo alimentar. Como as folhas contêm um elevado teor de acúcares invertidos são prontamente metabolizados pelos diabéticos com vantagens inegáveis. A seiva também pode ser usada para produzir um xarope. Outra aplicação refere-se ao mel de qualidade extrema que é produzido a partir das flores das tilias. Assim, da tilia podemos beber uma infusão com mel de tília e fazer acompanhar com um bolinhos de farinha de tilia com sabor achocolatado. Vou propor às minhas colegas que têm a Bimbi...que são então "Bimbas". O que tem graça é o que há bolos e chocolates Linden (tradução de tilia em inglês) que tem a ver, aparentemente, pelo proprietários se chamarem Linden e não pelo facto de serem feitos de tilia. A tilia constitui verdadeiramente um ex-libris desta nossa cidade, até já sinto que é minha,  e é preciso defendê-la como diz e bem o mestre Aquilino Ribeiro, que hoje faz anos que nasceu, em 13 de Setembro de 1885, no Carregal, concelho de Sernancelhe e que haverá hoje uma evocação do aniversário do seu nascimento na Fundação Aquilino Ribeiro na Soutosa, pelas 20.30h, com a apresentação da nova imagem da Fundação pelos Municípios de Moimenta da Beira, Sernancelhe e Vila Nova de Paiva, a apresentação do filme: “O Douro nos Caminhos da Literatura – Aquilino Ribeiro” e intervenções de Alberto Correia e António Augusto Fernandes (Direcção do CEAR). Apareçam....




segunda-feira, 12 de setembro de 2011

"A árvore caiu...o resto foi sorte!"

Regularmente assistimos a notícias sobre a queda de árvores em espaços públicos, na maior parte das vezes sem registo de vítimas ou graves danos materiais. Aliás muito recentemente registou-se a queda de um ramo de uma tipuana (Tipuana tipu) no Jardim Constantino em Lisboa, num dia aparentemente normal, felizmente sem provocar qualquer dano porque as pessoas escutaram sinais da árvore, segundo relatos em que antes de rachar a árvore emitiu um som alto como de esgaçar que permitiu a fuga, antes de se consumar a queda. É também importante por isso educar os cidadãos para que estejam atentos aos sinais visuais ou acústicos para se prevenirem danos maiores. Não nos podemos esquecer que, tal como na ocorrência da queda das palmeiras na ilha do Porto Santo em 22 de Agosto de 2010, os autarcas podem vir a ser constituídos arguidos pelo Ministério Público em casos de danos pessoais como foram o caso em que morreram duas pessoas e uma ficou gravemente ferida. Estes casos, quando acontecem levantam sempre a questão da segurança e da prevenção. A ESAV, tem tentado ao longo destes já sete anos trabalhar de uma forma pró-activa, embora reconheçamos que pudéssemos fazer mais e melhor com uma colaboração mais intensa por parte da autarquia. Não está em causa qualquer má vontade, mas julgo alguma falta de sensibilidade e um acreditar na sorte. Temos defendido a realização de um SIG da cidade, no qual poderíamos colocar toda a informação sobre as centenas de árvores já avaliadas e desta forma possuirmos um ferramenta dinâmica de extremo valor para um sistema de alerta de árvores em risco que necessitem de ser monitorizadas. Esperamos que em breve este nosso anseio possa ser atendido, tanto mais que não são necessários custos significativos e que a mais valia obtida seria enorme com sistematização de informação existente a reverter em prevenção para o futuro. Uma outra questão tem a ver com a quem eventualmente pedir responsabilidades. O caso da figura apresentada é da responsabilidade da EDP, uma empresa aliás ao que parece com grande responsabilidade ambiental e social, só que não em Viseu ao que parece. Eu não quero ser profeta da desgraça, mas este exemplar de choupo (Populus) no local onde está e em particular agora com o movimento da Feira de São Mateus, já deveria ter suscitado uma maior atenção por parte dos repsonsáveis. A ESAV já lhe deu.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Carvalhos no Fontelo



No âmbito dos vários projectos em curso com a Autarquia de Viseu, incluimos também este, a ser desenvolvido pela Sara Lopes, uma aluna finalista do Curso de Eng. Florestal. Está a avaliar um conjunto de exemplares arbóreos sob o ponto de vista da estabilidade biomecânica. Começamos por três exemplares de Quercus robur, localizados junto ao bar do fontelo. Um dos últimos temporais que assolaram a cidade de Viseu, provocaram a queda de um carvalho que pôs em perigo os exemplares contíguos . No seguimento do ocorrido a Câmara solicitou o apoio da ESAV para realizar a avaliação. Esta é uma relação que se tem estabelecido desde há vários anos e à qual a ESAV responde prontamente por muitas das vezes estarem em risco a segurança de pessoas e bens. Estas colaborações só são possiveis pela disponibilidade dos nossos alunos que se prestam a realizar o trabalho prático que depois é discutido e validado pelos respectivos docentes. Esta é o nosso capital e a nossa filosofia de trabalhar. Estamos a subir uma longa escada da credibilidade e reconhecimento público. Não temos pressa... queremos é ser consistentes e competentes. Parabéns Sara pelo trabalho que está a ser realizado.

Rumo ao Pavia



Estamos a iniciar o projecto de caracterização das plantas infestantes aquáticas do rio Pavia, no âmbito do trabalho final de curso da aluna Sara Raphaelle do curso de Eng. Florestal. Este projecto surgiu no seguimento de uma solicitação da autarquia de Viseu, para podermos estudar o caso e ver a forma de reduzir e controlar o grau de infestação que se regista nos periodos mais sensíveis de Julho-Agosto. Procuraremos realizar um trabalho sério do ponto de vista técnico-científico de caracterização das plantas e simultaneamente de monitorização da qualidade fisico-química e biológica da água do rio Pavia, bem como das comunidades íctias. Este estudo será coordenado por vários docentes da ESAV de diversas áreas científicas, de modo a resultar em propostas para realização de medidas preventivas e de combate, designadamente de luta biológica que resultem num melhor "postal" da nossa cidade. Paralelamente irão decorrer outras acções de caracterização em outros rios da região , nomeadamente no Vouga, Paiva e Dão, ao longo de diversos concelhos do distrito de Viseu. Este projecto mais amplo surge no âmbito de um projecto comunitário AARC (Atlantic Aquatic Resource Conservation) em parceria com a ADDLAP e vários parceiros europeus, designadamente, Ingleses, Franceses, Espanhóis, Irlandeses, para além da Universidade do Porto e da ADDIRN. Para já gostaria de dar os parabéns à Sara pelas fotografias fantásticas que tem obtido. Espero daqui a pouco tempo estar a dizer o mesmo dos resultados científicos. Força!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Uma maior fiscalização para forçar a mudança de atitude


Em parceria com a CMViseu temos estado a desenvolver estudos na área da preservação da património arbóreo da cidade de Viseu. E temos um longo caminho a trilhar no sentido de sensibilizar e educar a população e acima de tudo as empresas de obras públicas que realizam os grandes projectos da autarquia, com nomes tão estranhos como "Chupas e Morrão". É por desleixo que se causam muitos danos aos exemplares arbóreos, uma situação por demais evidentes nos casos que actualmente estamos a avaliar, designadamente nos cedros de cabanões. As feridas provocadas nos troncos revelam que o manobrador não está minimamente preocupado com a preservação dos exemplares e que seguramente teria mais cuidado se se trata-se de um poste de iluminação ou outra infra-estrutura em cujos danos teriam de ser obrigados a indeminizar. Há a necessidade de chamar à pele os responsáveis para os sensibilizar que os danos podem ser facilmente evitáveis e que reduzem de forma drástica a longevidade das árvores podendo por em risco a segurança de pessoas e bens, sem necessidade alguma. A CMViseu tem de actuar de uma forma fiscalizadora mais apertada, pois sabemos que só com coimas a sentir no pêlo é que as coisas se resolvem. No decorrer deste estudo/parecer já contactamos com os condóminos que querem por tudo o abate das árvores, apesar de como dizem gostarem muito de árvores e querem que após o abate se coloquem novas árvores que até podem crescer depressa e que deram como exemplo os choupos da Avenida da Europa! Mas que belo exemplo. Aqui na população também temos um longo percurso a fazer e estamos disponíveis, assim estejam eles com vontade de olharem para as árvores com outros olhos. Veio-me à memória o Mostajeiro da ESAV. Está tudo na mesma linha e a empresa que sem quê nem mas abateu aquele belo exemplar, só pode actuar desta forma até que um dia alguém se lembre de chamar à atenção!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Há um Sol que brilha mais alto


Quando conheci o Alexandre Aibéu pela mão do Pedro Almeida e os incentivei a realizarem um festival de astronomia em Vila Nova de Paiva, há um bom par de anos, percebi desde esse momento que ele tinha uma capacidade, que considero não ser inata mas "cultivada", para divulgar conhecimento científico de uma forma facilitadora, embora de modo algum em jeito de fast food. O que eu não sabia era que até tinha a capacidade desenvolvida para comediante de stand up comedy, conforme o júri de reconhecido mérito assinalou. O que é de ressaltar é que um dos nossos, do IPV, se destaca a nível nacional numa área extraordinariamente dificil, que é a da arte da divulgação científica. No projecto que temos tentado desenvolver em parceria com a CMViseu, designado por ciência a cem por centro, contamos seguramente com este ponta de lança de outra galáxia. Parabéns a esta nova estrela cintilante, e que a propósito ou por coincidência é um estudioso dos fenómenos solares.

segunda-feira, 10 de maio de 2010



Após um fim-de-semana que até acabou bem (pelo menos para mim), comecei esta jornada na maior das normalidades de uma qualquer 2ª feira. Após um almoço com uma divinal e genuina feijoada à transmontana, cheguei ao gabinete e, qual não é o meu espanto, vi em cima da minha secretária algo de estranhamente reconhecível…

UMA PÚTEGA!!!!!!

Embora já tivesse visto algumas (só em fotos, pensava eu), assim ao vivo, reconheci que, afinal, já tinha visto algumas por aí.

Confesso aqui que nunca comi nenhuma pútega, mas destas estou disposto a experimentar. Só não sei se deva começar pela flor, se deva descascar a pútega ou se a sua roupagem vermelha também será comestível.

Se alguém for expert em pútegas, peço ajuda neste particular. Não vou comê-la para já, até porque, após uma feijoada, pode não ser muito aconselhável comer uma pútega.

Em suma, eu que pensava ir às pútegas um dia destes, afinal vieram as pútegas ter comigo!!!

domingo, 25 de abril de 2010

AHorta: um projecto ser memória

Avelãs de Ambom
Lá vem a história das hortas de novo. Já temos feito por várias vezes referência a algumas analogias entre os orgãos vitais do nosso organismo e a vitalidade de alguns projectos. O projecto das hortas comunitárias também permite fazer essa feliz analogia com o que apelidamos Projecto Aorta. A ideia original de fazer hortas na ESAV, com patrocinio comunitário foi obra de alguém e não obra do acaso. Só espero é que ainda possa nascer antes do ocaso, porque todos os dias vemos exemplos de projectos similares onde se podem até beber algumas ideias. Este sábado pela manhã cedinho passeava nas vinhas da ESAV e falava com os "Luises" o empresário agrícola e o enxertador e pensava que era um lugar ideal para fazer surgir um projecto emblemático para a cidade de Viseu. Um resort (mas não necessariamente de luxo) com baixa densidade de construção onde a certificação ambiental e o espaço agrícola fossem devidamente valorizados num espaço da cidade que temos obrigação de saber preservar e valorizar de forma sustentável, a lagoa das garças. Onde as vinhas e as hortas sejam biológicas, os jardins sejam de plantas comestíveis, onde as faínas e as ambiências agrícolas possam ser partilhadas por todos aqueles que perfilhem a mesma filosofia, o bom uso do solo e o bem-estar físico e emocional, um projecto para ser memória, num espaço de futuro.

sábado, 24 de abril de 2010

Misericórdia...para os Cedros

Este está-se a tornar um assunto deste blogue e ao que sei de conversas de bastidores. A razão tem a ver com a compexidade e sensibilidade do assunto? apesar de ser um assunto sensível e passível de opiniões contrárias por diversos protagonistas, resume-se a duas posições por razões óbvias. Por um lado, os moradores do bairro da misericórdia, em especial os que confrontam directamente com os cedros, parecem querer abater estas árvores por razões que parecem óbvias. Em primeiro lugar questões de segurança do seu maior bem imaterial e em segundo lugar um valorizar das habitações porque ficam mais expostas e a receberem a luz de uma forma mais directa. Esta análise sumária parece de fácil entendimento. Do outro lado, a autarquia e diria o bem comum, no sentido de preservação de exmplares arbóreos da cidade jardim. De referir que, desde que fui contactado pela CMViseu para elaborar um relatório fundamentado nunca em momento algum senti intransegência ou pressão sobre o parecer. O parecer terá que salvaguardar que os exemplares sob o ponto de vista biomecânico e fitossanitário cumprem os requisitos de segurança para podermos propor a sua manutenção porque o embelezamento do espaço e algum efeito tampão face ao eixo viário são as claras mais valias. Terei de auscultar ambas as partes para poder ir ao encontro dos respectivos anseios salvaguardando o bem geral. Veremos se é possível! Este parecer só pode ser redigido após a celebração de um protocolo entre a CMViseu e a ESAV que será vital até para o validar, mas que ao abrigo do que muito apelidam de burocracia e que eu digo que são interesses ocultos irá demorar. Eu apenas quero referir que desde a primeira hora manifestei disponibilidade à edilidade de elaborar o parecer e fundamentá-lo tecnicamente, mas quem se torna muito voluntarioso, fica também mais exposto e sofre as consequências. Aguardemos serenamente, esperando que mais uma vez não fiquemos mal na fotografia, por razões que a própria razão desconhece.

sábado, 17 de abril de 2010

PROTOCOLOS: uma forma de responsabilização... ou desresponsabilização

Voltemos aos propósitos deste Blogue. Lançar discussão no bom sentido, relativamente a temas actuais. E o tema mais actual são os célebres protocolos entre a ESAV a CMViseu e com particular incidência entre o Curso de Ecologia e Paisagismo e a CMViseu. Fiquei a conhecer deste protocolo por via de um dos seus interlocutores, o Exmº Vereador da CMViseu, Drº Américo Nunes. Nesse mesmo momento, manifestei a minha disponibilidade para promover essa colaboração e indiquei quais as áreas científicas em que o Curso em particular poderia colaborar e ser útil à CMV e à cidade em sensu lato e ao mesmo tempo sentir-se útil. E uma das áreas é a avaliação biomecânica e fitossanitária de exemplares arbóreos. A proposta da CMV demorou dois dias, e o móbil são os Cupressus no bairro da Misericórdia que vão ser atingidos pelo alargamento da estrada e querem ouvir os resultados da nossa avaliação e as propostas técnicas a apresentar. Sem dúvida um atitude louvável e uma confiança depositada que, nos resta responder com o melhor que soubermos fazer de modo a mostrarmos capacidade técnico-científica e ganhar confiança por parte da autarquia, neste caso. Qual o percurso de pedido formal da CMViseu? Qual protocolo? Numa atitude lógica a Direcção entendeu que deverá ser o Curso de Engenharia Florestal e os seus responsáveis a liderar o processo. A questão que se coloca imediatamente é, para que é se estabelecem protocolos? Para serem consequentes ou apenas para figurarem na página da ESAV ou nos folhetos de divulgação dos cursos (o que até seria boa ideia para os candidatos terem noção das relações institucionais da ESAV). Eu disse-o em devida altura e volto a reafirmar. Em primeiro lugar devemos estabelecer contactos para vermos em parceria quais ás áreas de interesse em que poderemos colaborar de forma singular ou em sinergia com outras instituições. Depois estabelecer o protocolos de forma precisa e consequente. Pôr os projectos em execução e no fim avaliar os resultados e ampliar os protocolos, caso seja esse o interesse mútuo. Como é que a ESAV faz? Eu, na qualidade de Director de Curso de Ecologia e Paisagismo até nem sabia do protocolo, o mérito da sua elaboração até é de outrém. Será que vai a tempo de entrar na linha devida. Da minha parte sim! Mas o que digo é que o aluno mais apto e com mais vontade foi esta semana e por um período de três meses para Penafiel fazer um trabalho na autarquia exactamente nesta área científica. Mas vamos seguramente arranjar outros.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Há ESCUTAS que são BENÉFICAS


Tenho escutado que está em curso um projecto a cargo dos Escuteiros de Viseu, no sentido de fazerem a sinalética do património arbóreo do Fontelo. É sem dúvida uma iniciativa de louvar porque alías acredito que os custos sejam reduzidos e os efeitos práticos na promoção do parque serão sem dúvida interessantes. Mas gostaria de realçar que deveria existir um acompanhamento técnico-científico e de design para o desenho e conceito do projecto. Lembro que a autarquia já apoiou uma publicação sobre o Fontelo (aliás gentilmente oferecida pelo Verador Dr. Américo Nunes) sob a coordenação de uma pessoa ao que julgo da Universidade de Aveiro e algumas colegas da ESAV, designadamente as Eng. Leónia Nunes e Cristina Amaro da Costa também têm desenvolvido um trabalho meritório a este nível. Penso que seria extraordinariamente útil nesta fase embrionária do projecto que se fizesse essa aproximação e todos ganhariam em eficácia.

Mostajeiro JAZ às portas da ESAV


Esta árvore foi o móbil para a criação deste blogue. Foi a primeira crónica e por isso era emblemática. O que não significa que esta seja a última crónica, porque entretanto ganhou uma dinâmica própria que urge preservar e alimentar. Não interessa neste particular estar a atribuir culpas a A ou B pelo sucedido. Aliás terá sido um enorme alívio para a firma "Chupas e Morrão" o seu abate porque agora já se podem movimentar à vontade. Foi pena é que tentamos envidar todos os esforços e recebemos a promessa do vereador Dr. Américo Nunes que seriam realizados todos os esforços para preservar a árvore. Todos nos esforçamos embora em vão. Ao menos que tenha servido de exemplo e não se esqueçam se quiserem doce de mostajeiro é só ir à Quinta da Maunça (Guarda) que neste particular de preservação de tradições vai bem mais à frente.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Uma sintonia PLENA e um Futuro Promissor para os NOSSOS

Não poderia deixar de fazer uma breve referência ao sucesso da nossa conversa com o Vereador da CMViseu, Drº Américo Nunes pela forma amistosa com que nos recebeu e pelas ideias de colaboração que foram gizadas para serem levadas a cabo a curto prazo. Aliás esse foi o motivo da nossa conversa e da nossa parte envidaremos todos os esforços para que a autarquia reconheça mérito nas nossas actividades. Os alunos de Ecologia e Paisagismo para o qual este blogue se dirige embora não exclusivamente podem estar cientes que irão ser abrangidos por um protocolo entre a ESAV e a CMV que, apesar do vosso director de curso por enquanto nada ter feito para a sua efectivação, alguém vos irá dizer quais os objectivos e pressupostos em que se baseia. Todos os protocolos vão a Científico e este curiosamente só irá depois de assinado pelo Drº Fernando Ruas, eu até me ria se alterarem uma vírgula e lá se vai o protocolo. Bom mas este não é o assunto que me levou a escrever a crónica. Vamos colaborar activamente com a CMV nas questões biomecânicas e fitossanitárias dos exemplares arbóreos da cidade de Viseu, trabalho que já foi iniciado. Vamos colaborar na divulgação da biodiversidade da Lagoa das Garças e da sua envolvência e vamos colaborar num projecto de divulgação científica em conjunto com as restantes instituições de ensino superior. Esperamos contar com os nossos alunos para que se mostrem nestas e noutras actividades para que a sociedade lhes possam reconhecer mérito e que se abram portas para a sua vida profissional. Nos estaremos cá para os orientar, apoiar técnico-cientificamente e assistir ao seu desabrochar profissional. Um bom augúrio para o vosso futuro são os nossos desejos.