O BiodiverCidade é um fórum de discussão criado por docentes do curso de Licenciatura de Ecologia e Paisagismo da ESAViseu onde são debatidas questões de planeamento e desenvolvimento estratégico, em questões relacionadas directa ou indirectamente com o ambiente e a biodiversidade da cidade de Viseu ao nível dos recursos naturais mas também culturais.


segunda-feira, 12 de abril de 2010

Mostajeiro JAZ às portas da ESAV


Esta árvore foi o móbil para a criação deste blogue. Foi a primeira crónica e por isso era emblemática. O que não significa que esta seja a última crónica, porque entretanto ganhou uma dinâmica própria que urge preservar e alimentar. Não interessa neste particular estar a atribuir culpas a A ou B pelo sucedido. Aliás terá sido um enorme alívio para a firma "Chupas e Morrão" o seu abate porque agora já se podem movimentar à vontade. Foi pena é que tentamos envidar todos os esforços e recebemos a promessa do vereador Dr. Américo Nunes que seriam realizados todos os esforços para preservar a árvore. Todos nos esforçamos embora em vão. Ao menos que tenha servido de exemplo e não se esqueçam se quiserem doce de mostajeiro é só ir à Quinta da Maunça (Guarda) que neste particular de preservação de tradições vai bem mais à frente.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Uma sintonia PLENA e um Futuro Promissor para os NOSSOS

Não poderia deixar de fazer uma breve referência ao sucesso da nossa conversa com o Vereador da CMViseu, Drº Américo Nunes pela forma amistosa com que nos recebeu e pelas ideias de colaboração que foram gizadas para serem levadas a cabo a curto prazo. Aliás esse foi o motivo da nossa conversa e da nossa parte envidaremos todos os esforços para que a autarquia reconheça mérito nas nossas actividades. Os alunos de Ecologia e Paisagismo para o qual este blogue se dirige embora não exclusivamente podem estar cientes que irão ser abrangidos por um protocolo entre a ESAV e a CMV que, apesar do vosso director de curso por enquanto nada ter feito para a sua efectivação, alguém vos irá dizer quais os objectivos e pressupostos em que se baseia. Todos os protocolos vão a Científico e este curiosamente só irá depois de assinado pelo Drº Fernando Ruas, eu até me ria se alterarem uma vírgula e lá se vai o protocolo. Bom mas este não é o assunto que me levou a escrever a crónica. Vamos colaborar activamente com a CMV nas questões biomecânicas e fitossanitárias dos exemplares arbóreos da cidade de Viseu, trabalho que já foi iniciado. Vamos colaborar na divulgação da biodiversidade da Lagoa das Garças e da sua envolvência e vamos colaborar num projecto de divulgação científica em conjunto com as restantes instituições de ensino superior. Esperamos contar com os nossos alunos para que se mostrem nestas e noutras actividades para que a sociedade lhes possam reconhecer mérito e que se abram portas para a sua vida profissional. Nos estaremos cá para os orientar, apoiar técnico-cientificamente e assistir ao seu desabrochar profissional. Um bom augúrio para o vosso futuro são os nossos desejos.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Amanhã vamos APOSTAR tudo!

Depois do interregno, (apesar de não ter tido tempo de ainda carregar as baterias, porque ainda não paramos) começo a ficar orgulhoso do blogue que criamos e dos poucos mas bons colaboradores que exercitam a sua humilde arte de escrever. Ainda ontem desenhamos projectos em Vila Nova de Paiva e amanhã fazer pensar em conjunto com a Câmara de Viseu, com o seu vereador. O projecto é a ciência a cem por CENTRO. Acreditamos que teremos sucesso neste novo projecto que tem aberto um programa no Ciência Viva para divulgação científica ao qual nos poderemos candidatar. Neste projecto envolvemos todos somos integradores e não elitistas. A propósito vamos meter a "colherada" de perservar a "Lagoa das Garças", este seguramente mais difícil mas se a CMViseu o compreender é aquele projecto que diferencia uma Câmara de uma Câmara qualquer e eu acredito que esta tem uma enorme mais valia. Desejem-nos Boa sorte!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

ESAV'S HAIRY SNAIL II - O dardo do amor




Ora aqui vai então a prometida explicação sobre o “dardo do amor” do nosso amigo Trichia hispida. De esqueleto calcáreo ou quitinoso, este dardo desenvolve-se nos indivíduos sexualmente maduros e é usado na sequência de eventos que envolvem o ritual de acasalamento desta e de outras espécies hermafroditas de gastrópodes. Antes da cópula, ambos os exemplares tentam atingir o parceiro. O dardo não é lançado pelo ar, mas sim cravado como uma “baioneta de cupido” durante o abraço nupcial. Não é no entanto um órgão acessório de transferência espermática, pois o sémen é depositado no aparelho reprodutor feminino por um pénis numa fase posterior deste ritual. No entanto, investigações recentes sugerem que o resultado do processo reprodutivo é mais eficiente para os exemplares que conseguem atingir o parceiro em primeiro lugar, pois o muco que envolve o dardo induz a secreção de hormonas pelo exemplar alvejado, permitindo melhor taxa de sobrevivência espermática do atirador.
P: pénis; S: saco do dardo; D: dardo

Qual de nós não lançou já uma ou outra farpa maliciosa, levou uma ou outra bicada? Salvaguardando as devidas distâncias, julgo que este exemplo da Natureza pode bem ser seguido e passarmos a lançar mais farpas de estímulo, encorajamento, dinamismo e entreajuda. Tal como o caracol peludo encontrou estratégias pouco convencionais de sobrevivência, acho que também nós devemos aproveitar todas as ideias, por mais estranhas que pareçam à partida, pois desde que aplicadas no enquadramento certo, podem ser válidas para endireitar o longo caminho que teremos ainda que percorrer para a excelência.

FELIZ PÁSCOA!

quarta-feira, 31 de março de 2010

Controlvet... Excelência e ACESSIBILIDADE científica


Algumas alunas do Liceu Alves Martins solicitaram apoio à ESAV para realizarem trabalhos de detecção de alimentos transgénicos (OGMs) que irão divulgar junto dos colegas da Escola. Dada a urgência do trabalho e pela colaboração estreita com alguns investigadores da Controlvet, desenvolvi esforços para que as alunas pudessem lá ir realizar estas actividades, numa empresa de referência a nível Nacional. Pois bem é dessa experiência que queria deixar o relato como um exemplo a seguir. Muitas vezes temos debaixo dos nosso olhos e aqui tão perto a resolução dos nossos problemas e acho que este repto das alunas do Alves Martins foi plenamente suprido graças à excelência e à disponibilidade demonstrada pelos investigadores Ricardo Quinta e Patrícia Henriques a quem não podia deixar de ter esse agradecimento público e dizer que conto com eles pessoalmente e com a empresa para um projecto de divulgação científica para a região. O Muito OBRIGADO!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Ciência a cem por CENTRO.Viseu

Fui incumbido de estabelecer o contacto com a Presidência da CMViseu, para o estabelecimento de um protocolo de cooperação entre a autarquia e as Instituições de Ensino Superior da cidade, sem excepção, para podermos incutir a curiosidade e transmitir algum do conhecimento para toda a população de Viseu que tiver vontade de aprender, netos, filhos, Pais e Avós. Onde? Nos espaços públicos, nas Instituições da Autarquia e nas Instituições de Ensino Superior. Este pretende ser um primeiro passo que após o beneplácito dos responsáveis podermos seguir para a frente, não sem destino, mas com objectivos bem definidos. Aqui podem-se juntar ainda as empresas e tenho a certeza que a Controlvet como outras de excelência que existem neste domínio geográfico podem contribuir para esta valorização da população. o título da iniciativa poderá ser "Ciência a cem por Centro". Assim que formos recebidos pela autarquia haverá novidades.

ATLs de ALTA experiência


A ESAV tem colaborado desde há varios anos com a Universidade Sénior de Viseu (USAVIS). Em Espanha chamam-se a estas actividades Universidades da Experiência. Em conversa com um colega, ele disse-me que na verdade em termos gerais funcionam como ATLs para idosos. O que é uma pena! Em face desta conversa disse a uma colega que apoia esta actividade para tentar aprender nessas aulas e estimular a contarem experiências e a enquadrar na especialidade que lecciona. O resultado foi uma experiência de como usarmos as folhas da batateira doce (Ipomoea batatas) em esparregado, e em muitos outros pratos de autêntica culinária gourmet. E é isto temos tanto a aprender com os nossos Mayores, que é uma pena estarmos só preocupados em formatá-los quase à ensino superior. Temos muito mais a aprender que a ensinar a estes "Miúdos" irrequietos que também o SÃO. Não podemos é deixar chegar o Bullying a estas aulas. Boas experiências.