O BiodiverCidade é um fórum de discussão criado por docentes do curso de Licenciatura de Ecologia e Paisagismo da ESAViseu onde são debatidas questões de planeamento e desenvolvimento estratégico, em questões relacionadas directa ou indirectamente com o ambiente e a biodiversidade da cidade de Viseu ao nível dos recursos naturais mas também culturais.


sexta-feira, 12 de março de 2010

Peixinhos do rio...



Gostei da ideia dos petiscos depois das cinco e meia e gostei da ideia da esplanada poente;
Como considero este um espaço de ideias, eventuamente para germinarem em execuções futuras, aqui vai uma sugestão:

O que está feito, está feito e eu até gosto bastante da nossa cantina, particularmente da paisagem visível do seu interior. A sua inserção pode ser questionada, mas agora o que verdadeiramente importa é aproveitar para pensarmos construtivamente no que ainda não foi feito.

Como a esplanada poente já não pode existir, o corredor que fica no espaço a nascente da cantina, vamos “enchê-lo” de árvores, tanto junto ao muro como no seu seio, arranjar o piso deixando vários patamares ligeiramente denivelados (sem esquecer as rampas de acesso) e salpicá-lo com mesas e bancos, tudo em madeira. Como este corredor se prolonga bem mais para sul que a cantina, ficaria uma boa faixa com visibilidade para a quinta. Porque não transformar o terreno junto à estrada (entre o pavilhão dos docentes e a cantina) num jardim com aromáticas regionais?
Aceitam-se sugestões para o nome do restaurante:
1ª - Peixinhos do rio - e os bancos poderiam ser do tipo:



Porque não um RESTAURANTE na ESAViseu

Num momento em que a ESAViseu-IPV prevê realizar alguns investimentos em novas edificações há que arquitectar bons projectos a custos controlados. A última grande obra realizada foi a cantina da Agrária. Tenho imensa pena que se tenha construído um "aquário" em vez talvez do melhor restaurante de Viseu. Não faz nenhum sentido que a edificação tenha sido construído junto a um talude à beira da estrada e cujas fachadas de vidro sejam fixas. Pensemos um pouco! As portas de vidro teriam que ser sempre de correr e se recuássemos o edifício cinco metros poderiamos ter uma esplanada fabulosa sobre a quinta e com acesso directo pela cantina. Apenas faltaria uns toldos para embelezar o edifício e darem sombra. Ontem parecia já uma estufa, imaginem no Verão. O arrefecimento é a electricidade e se a verba vai para ali não vai para projectos de investigação e outras coisas. Não sei quem foi o responsável nem me interessa, mas quando pensarem em construir algo peçam opinião a arquitectos, porque todos queremos ter a melhor ESCOLA. Porque é que não são servidos a partir da Primavera petiscos a partir das 17.30h, cogumelos salteados, moelinhas, peixinho do rio, ... mesmo no espaço actual que continua a ser fantástico. Irão ver que é a melhor publicidade que se pode fazer à ESAViseu. A propósito as infusões deveriam ser da Ervital para retribuirmos naqueles que ajudam a preservar a nossa paisagem rural.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Invictus vs Porto


Vem este título a propósito do jogo do FC Porto com o Arsenal. Devo dizer que nunca esperava falar de futebol, um assunto tão banal, numa crónica deste blogue. A razão tem a ver com a atitude que devemos tomar perante uma adversidade. Como adepto incondicional mas não fanático do Porto, decidi aos 3-0, ver o filme Invictus de Clint Eastwood. Qual a razão? Neste Mundo globalizado, por via da coincidência o professor de inglês da minha filha é do Arsenal. E eu incitei-a a apostar com o Prof. Jonathan que desta vez o Porto levaria a melhor. A coitada anda aflita não só a estudar as justificativas como também a traduzir porque terá que contrapor os argumentos em Inglês, porque para mal dos nosso pecados o Prof. mal fala o Português. Resolvi mostrar-lhe o filme para ela entender o que é que o Prof. do Porto deveria ter feito para que o Prof. do Arsenal não levasse mais uma vez a melhor. A conclusão a que chegamos, é que a atitude de liderança é crucial para o sucesso de uma equipa. Madiba corporiza um homem feito de uma outra massa. Um homem tolerante, capaz de unir extremos e criar a partir daí sinergias. É diferente do conceito de líder que temos na nossa cultura. E o Jesualdo? Na constituição da equipa, e não pela primeira vez, dá um sinal claro ao adversário de desacreditação nos seus homens, pondo mais um defesa fora do seu lugar natural e incitando o ataque por parte do Arsenal. E esta equipa inglesa com todo o seu Arsenal de ataque humilhou todos os Portistas e até os Portugueses. Até o Jesus na sua boa fé, não se escusou a espetar a sua farpa e a dar razão ao Manuel Machado que afirmou que um cretino será sempre um cretino... e acrescento um líder é um líder, mas não seguramente assim. Queira Deus que Jesus não caia hoje em desgraça. Boa sorte!

terça-feira, 9 de março de 2010

Sinais e/ou armadilhas


Tenho publicado uma crónica diária, e pela primeira vez o faço de modo “bidiário”. Este facto surgiu não porque esta crónica perdesse actualidade se fosse publicada amanhã mas, porque escrevo por impulso e surgiu-me este tema. Para além de que pela actividade profissional que exerço apenas posso despender cinco minutos para cada crónica. O tema deve-se a um artigo que li de Carlos Cárcamo, aquele que ontem elogiei. Disse ele que, os governantes têm que pensar em fazer cidades acessíveis para os idosos, porque a nossa sociedade está a envelhecer a olhos vistos. Reparem como os espanhóis chamam os seus idosos, são «os nossos Mayores». Viseu, cidade atenta e com grandes contactos aproveita todas as verbas comunitárias de programas relativos a acessibilidades. Das últimas novidades foram para pessoas portadoras de deficiência, mas só visual. O espírito da actuação é magnífico e a ACAPO sabe que quando posso colaboro com a instituição. Já dei provas disso. Mas neste caso, as infra-estruturas criadas pela autarquia no Rossio e junto a passadeiras são autênticas armadilhas para os idosos especialmente se estiver a chover. É difícil fazer uma infra-estrutura que seja benéfica para invisuais e prejudicial para idosos. Não haveria outra forma de tratar simultaneamente bem os nossos invisuais e os nossos "Mayores".

Modelos que estão em CRISE


Acredito piamente no potencial da minha cidade. Nesta coluna o território com o qual me debato é a cidade. E neste caso a cidade de Viseu. Vejamos como um excelente exemplo se pode perder. Durante o período mais agradável do ano a CMViseu desenvolve uma actividade excelente que se apelida manhãs desportivas à qual a população acorreu com motivação. Há dois anos no Parque Aquilino Ribeiro, o palco ideal para actividade. Infelizmente, no ano transacto mudou de lugar, junto a uma estrada e até um túnel. Vamos recuperar o lugar ideal o mais rapidamente possível para vermos se ainda temos as pessoas que participam na actividade. A cidade está pejada de centros de interpretação. Há que criar uma rede e fomentar a sério essa divulgação científica e ambiental. Criar parcerias com as instituições de ensino superior da cidade para reduzir custos de manutenção e acrescentar capital científico. As rotundas e os pequenos jardins estão fantásticos, até demais por vezes. E os grandes projectos? esses parecem estar a falhar. Vamos esperar que o parque Aquilino Ribeiro, apesar de estar a começar mal, possa recuperar a boa linha estratégica para os grandes projectos. Vamos aguardar para ver e acreditar na esperança do Arq. Viana Barreto. Em relação ao parque da Aguieira, ao funicular nem gostaria de falar mas vamos acreditar que ainda se podem recuperar. Viseu é uma cidade conservadora, mas jovem há que criar propostas renovadas. Vamos tentar ir dando algumas ideias para essa nova mentalidade.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Obrigado OURENSE, até para o ano

Já é a segunda vez que vou a Ourense. A razão é a realização anual das Xornadas de Xardineria de Galicia. Um congresso sem custos de inscrição com uma qualidade de oradores irrepreensível e um organizador, Carlos Cárcamo e seus pares que aliam a humildade ao saber resultando numa actuação soberba. Depois são as Xentes de Ourense, os lugares e tudo o mais. Se forem na altura do Carnaval a surpresa ainda é maior. Em relação às 6ª Xornadas realizadas nos passados 19 e 20 de Fevereiro, apenas vos falo de dois casos de entre os outros todos fabulosos. Espacios de juegos accesibles (...de manera desapercibida) por Enrique Rovira-Beleta. (Cataluña). Um arquitecto a falar de acessibilidades em jardins para pessoas portadoras de deficiência motora. Ele a brincar com a sua cadeira de rodas no palco da apresentação. E a forma de expor? um à vontade que só um conhecedor extremo pode apresentar. É o técnico no mundo que mais sabe desta temática. Falou também das piscinas e porque as autarquias não têm a sensibilidade para fazerem a entrada por rampas como na praia. Tudo bem ilustrado. Mostrou como entra nas piscinas como um verdadeiro deficiente através de uma cadeira em elevador para todos verem a sua deficiência, em detrimento de uma simpes rampa como seria desejável. E a propósito se precisarem de comprar uma cadeira de rodas de plástico para irem à piscina, não comprem em lojas de material hospitalar que seja preciso escadas para aceder. Não têm sensibilidade para terem cadeiras desse tipo.
Vou frisar só outro exemplo soberbo. Proyectos singulares de espacios para el juego: Carve. Elger Blitz - Director de Diseño (Holanda). Este fala de projectos impossíveis. Parques infantis perigosos, onde as crianças tenham a sensação que estão escondidas dos Pais. Ao longe os pais vêem tudo e confirmam o elevado nível de segurança. Se tiverem oportunidade passem pelos trabalhos destes e de outros autores deste Congresso. Carlos muito obrigado pela oportunidade. Até para o ano se não for antes. Espero que em breve possas vir a Viseu.

domingo, 7 de março de 2010

Um Projecto ECOLÓGICO e Sustentável


Neste espaço de opinião tento basear-me em questões técnico-científicas para fundamentar as minhas opiniões. É claro que mesmo ao nível destas questões haverá opiniões diversas sem que alguma delas tenha que estar obrigatoriamente errada. A opção final, essa será sempre política qualquer que seja o projecto e teremos que a respeitar porque são os eleitos pelo povo que têm que conduzir os destinos da nossa cidade. Nesta nova actividade para além de ser imparcial terei que o parecer. Serve isto para dizer que nada me move contra ou a favor de alguém, embora não o tenha que justificar. É muito com base em experiências vividas que sinto a vontade de poder contribuir para novos desígnios estratégicos. Há alguns dias, tentei contactar por e-mail, o actual Presidente da CMV e qual foi a minha surpresa quando a resposta veio de outrem. O tema era simples. Solicitar um debate na ESAViseu em conjunto com os alunos de Ecologia e Paisagismo para discutirmos o futuro da Lagoa das Garças, sita na Quinta da Alagoa. Espero que não se tenha perdido a oportunidade de podermos contribuir, nem que seja para a discussão, sobre o futuro desta reserva de biodiversidade da nossa cidade e que em breve daremos a conhecer. Este é um assunto querido para mim mas tenho que reconhecer que o meu colega José Manuel Costa é aquele que, sem dúvida, mais tem contribuído para o conhecimento global daquele espaço e que deverá liderar este processo.
Numa outra perspectiva, a cidade de Viseu é um lugar privilegiado para a implementação de uma urbanização de vivendas familiares ecológicas, em que se pratique na prática a sustentabilidade ambiental, sem emissões de carbono, de águas sujas, os jardins sejam de plantas comestíveis e regados por águas não potáveis, a sua manutenção fique a cargo dos proprietários, os carros não entrem no interior na urbanização, haja partilha de automóveis nas deslocações através de uma ferramenta criada na internet, existam bicicletas para que os inquilinos usem e abusem deste meio como locomoção na cidade,…
E se a ESAViseu tiver esta filosofia para a requalificação e construção dos novos edifícios e áreas ajardinadas que estão previstas. E em relação à energia um dos sectores estratégicos do futuro, se a aposta fosse na biomassa e energias alternativas dado os resíduos agro-florestais produzidos.