O BiodiverCidade é um fórum de discussão criado por docentes do curso de Licenciatura de Ecologia e Paisagismo da ESAViseu onde são debatidas questões de planeamento e desenvolvimento estratégico, em questões relacionadas directa ou indirectamente com o ambiente e a biodiversidade da cidade de Viseu ao nível dos recursos naturais mas também culturais.


terça-feira, 13 de setembro de 2011

A Tilia...nos melhores anos...de Aquilino Ribeiro!


A pedido de um amigo, como se de uma ordem se tratasse, fiz uma pequena pesquisa sobre as virtudes e desventuras da Tilia. Já não é a primeira vez que aqui falamos da Tilia, aliás desta árvore que "põe arreganho na sua toilette" como refere Aquilino Ribeiro. Que faz acalmar os nervosos e tanto mais. Mas gostaria de vos relatar as coincidências da pesquisa e como, o procurarmos saber mais é apaixonante. Sob ponto de vista gastronómico tem imensas curiosidades. O fruto quando imaturo tem um aroma achocolatado, que foi aliás explorado por Missa, um químico Francês do séc. 18 embora sem grande sucesso porque é de dificil conservação. Contudo pode ser usado como substituto do café ou do chocolate. As folhas, as flores e os frutos são comestíveis, contudo as flores mais envelhecidas podem apresentar efeitos narcóticos. As folhas jovens podem ser usadas em saladas e também podem ser usadas para produzir uma farinha com aplicações culinárias. Aliás esta aplicação remonta à altura da segunda grande guerra, em que se fazia apelo a quase tudo para consumo alimentar. Como as folhas contêm um elevado teor de acúcares invertidos são prontamente metabolizados pelos diabéticos com vantagens inegáveis. A seiva também pode ser usada para produzir um xarope. Outra aplicação refere-se ao mel de qualidade extrema que é produzido a partir das flores das tilias. Assim, da tilia podemos beber uma infusão com mel de tília e fazer acompanhar com um bolinhos de farinha de tilia com sabor achocolatado. Vou propor às minhas colegas que têm a Bimbi...que são então "Bimbas". O que tem graça é o que há bolos e chocolates Linden (tradução de tilia em inglês) que tem a ver, aparentemente, pelo proprietários se chamarem Linden e não pelo facto de serem feitos de tilia. A tilia constitui verdadeiramente um ex-libris desta nossa cidade, até já sinto que é minha,  e é preciso defendê-la como diz e bem o mestre Aquilino Ribeiro, que hoje faz anos que nasceu, em 13 de Setembro de 1885, no Carregal, concelho de Sernancelhe e que haverá hoje uma evocação do aniversário do seu nascimento na Fundação Aquilino Ribeiro na Soutosa, pelas 20.30h, com a apresentação da nova imagem da Fundação pelos Municípios de Moimenta da Beira, Sernancelhe e Vila Nova de Paiva, a apresentação do filme: “O Douro nos Caminhos da Literatura – Aquilino Ribeiro” e intervenções de Alberto Correia e António Augusto Fernandes (Direcção do CEAR). Apareçam....




segunda-feira, 12 de setembro de 2011

"A árvore caiu...o resto foi sorte!"

Regularmente assistimos a notícias sobre a queda de árvores em espaços públicos, na maior parte das vezes sem registo de vítimas ou graves danos materiais. Aliás muito recentemente registou-se a queda de um ramo de uma tipuana (Tipuana tipu) no Jardim Constantino em Lisboa, num dia aparentemente normal, felizmente sem provocar qualquer dano porque as pessoas escutaram sinais da árvore, segundo relatos em que antes de rachar a árvore emitiu um som alto como de esgaçar que permitiu a fuga, antes de se consumar a queda. É também importante por isso educar os cidadãos para que estejam atentos aos sinais visuais ou acústicos para se prevenirem danos maiores. Não nos podemos esquecer que, tal como na ocorrência da queda das palmeiras na ilha do Porto Santo em 22 de Agosto de 2010, os autarcas podem vir a ser constituídos arguidos pelo Ministério Público em casos de danos pessoais como foram o caso em que morreram duas pessoas e uma ficou gravemente ferida. Estes casos, quando acontecem levantam sempre a questão da segurança e da prevenção. A ESAV, tem tentado ao longo destes já sete anos trabalhar de uma forma pró-activa, embora reconheçamos que pudéssemos fazer mais e melhor com uma colaboração mais intensa por parte da autarquia. Não está em causa qualquer má vontade, mas julgo alguma falta de sensibilidade e um acreditar na sorte. Temos defendido a realização de um SIG da cidade, no qual poderíamos colocar toda a informação sobre as centenas de árvores já avaliadas e desta forma possuirmos um ferramenta dinâmica de extremo valor para um sistema de alerta de árvores em risco que necessitem de ser monitorizadas. Esperamos que em breve este nosso anseio possa ser atendido, tanto mais que não são necessários custos significativos e que a mais valia obtida seria enorme com sistematização de informação existente a reverter em prevenção para o futuro. Uma outra questão tem a ver com a quem eventualmente pedir responsabilidades. O caso da figura apresentada é da responsabilidade da EDP, uma empresa aliás ao que parece com grande responsabilidade ambiental e social, só que não em Viseu ao que parece. Eu não quero ser profeta da desgraça, mas este exemplar de choupo (Populus) no local onde está e em particular agora com o movimento da Feira de São Mateus, já deveria ter suscitado uma maior atenção por parte dos repsonsáveis. A ESAV já lhe deu.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Carvalhos no Fontelo



No âmbito dos vários projectos em curso com a Autarquia de Viseu, incluimos também este, a ser desenvolvido pela Sara Lopes, uma aluna finalista do Curso de Eng. Florestal. Está a avaliar um conjunto de exemplares arbóreos sob o ponto de vista da estabilidade biomecânica. Começamos por três exemplares de Quercus robur, localizados junto ao bar do fontelo. Um dos últimos temporais que assolaram a cidade de Viseu, provocaram a queda de um carvalho que pôs em perigo os exemplares contíguos . No seguimento do ocorrido a Câmara solicitou o apoio da ESAV para realizar a avaliação. Esta é uma relação que se tem estabelecido desde há vários anos e à qual a ESAV responde prontamente por muitas das vezes estarem em risco a segurança de pessoas e bens. Estas colaborações só são possiveis pela disponibilidade dos nossos alunos que se prestam a realizar o trabalho prático que depois é discutido e validado pelos respectivos docentes. Esta é o nosso capital e a nossa filosofia de trabalhar. Estamos a subir uma longa escada da credibilidade e reconhecimento público. Não temos pressa... queremos é ser consistentes e competentes. Parabéns Sara pelo trabalho que está a ser realizado.

Rumo ao Pavia



Estamos a iniciar o projecto de caracterização das plantas infestantes aquáticas do rio Pavia, no âmbito do trabalho final de curso da aluna Sara Raphaelle do curso de Eng. Florestal. Este projecto surgiu no seguimento de uma solicitação da autarquia de Viseu, para podermos estudar o caso e ver a forma de reduzir e controlar o grau de infestação que se regista nos periodos mais sensíveis de Julho-Agosto. Procuraremos realizar um trabalho sério do ponto de vista técnico-científico de caracterização das plantas e simultaneamente de monitorização da qualidade fisico-química e biológica da água do rio Pavia, bem como das comunidades íctias. Este estudo será coordenado por vários docentes da ESAV de diversas áreas científicas, de modo a resultar em propostas para realização de medidas preventivas e de combate, designadamente de luta biológica que resultem num melhor "postal" da nossa cidade. Paralelamente irão decorrer outras acções de caracterização em outros rios da região , nomeadamente no Vouga, Paiva e Dão, ao longo de diversos concelhos do distrito de Viseu. Este projecto mais amplo surge no âmbito de um projecto comunitário AARC (Atlantic Aquatic Resource Conservation) em parceria com a ADDLAP e vários parceiros europeus, designadamente, Ingleses, Franceses, Espanhóis, Irlandeses, para além da Universidade do Porto e da ADDIRN. Para já gostaria de dar os parabéns à Sara pelas fotografias fantásticas que tem obtido. Espero daqui a pouco tempo estar a dizer o mesmo dos resultados científicos. Força!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Uma maior fiscalização para forçar a mudança de atitude


Em parceria com a CMViseu temos estado a desenvolver estudos na área da preservação da património arbóreo da cidade de Viseu. E temos um longo caminho a trilhar no sentido de sensibilizar e educar a população e acima de tudo as empresas de obras públicas que realizam os grandes projectos da autarquia, com nomes tão estranhos como "Chupas e Morrão". É por desleixo que se causam muitos danos aos exemplares arbóreos, uma situação por demais evidentes nos casos que actualmente estamos a avaliar, designadamente nos cedros de cabanões. As feridas provocadas nos troncos revelam que o manobrador não está minimamente preocupado com a preservação dos exemplares e que seguramente teria mais cuidado se se trata-se de um poste de iluminação ou outra infra-estrutura em cujos danos teriam de ser obrigados a indeminizar. Há a necessidade de chamar à pele os responsáveis para os sensibilizar que os danos podem ser facilmente evitáveis e que reduzem de forma drástica a longevidade das árvores podendo por em risco a segurança de pessoas e bens, sem necessidade alguma. A CMViseu tem de actuar de uma forma fiscalizadora mais apertada, pois sabemos que só com coimas a sentir no pêlo é que as coisas se resolvem. No decorrer deste estudo/parecer já contactamos com os condóminos que querem por tudo o abate das árvores, apesar de como dizem gostarem muito de árvores e querem que após o abate se coloquem novas árvores que até podem crescer depressa e que deram como exemplo os choupos da Avenida da Europa! Mas que belo exemplo. Aqui na população também temos um longo percurso a fazer e estamos disponíveis, assim estejam eles com vontade de olharem para as árvores com outros olhos. Veio-me à memória o Mostajeiro da ESAV. Está tudo na mesma linha e a empresa que sem quê nem mas abateu aquele belo exemplar, só pode actuar desta forma até que um dia alguém se lembre de chamar à atenção!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Há um Sol que brilha mais alto


Quando conheci o Alexandre Aibéu pela mão do Pedro Almeida e os incentivei a realizarem um festival de astronomia em Vila Nova de Paiva, há um bom par de anos, percebi desde esse momento que ele tinha uma capacidade, que considero não ser inata mas "cultivada", para divulgar conhecimento científico de uma forma facilitadora, embora de modo algum em jeito de fast food. O que eu não sabia era que até tinha a capacidade desenvolvida para comediante de stand up comedy, conforme o júri de reconhecido mérito assinalou. O que é de ressaltar é que um dos nossos, do IPV, se destaca a nível nacional numa área extraordinariamente dificil, que é a da arte da divulgação científica. No projecto que temos tentado desenvolver em parceria com a CMViseu, designado por ciência a cem por centro, contamos seguramente com este ponta de lança de outra galáxia. Parabéns a esta nova estrela cintilante, e que a propósito ou por coincidência é um estudioso dos fenómenos solares.

segunda-feira, 10 de maio de 2010



Após um fim-de-semana que até acabou bem (pelo menos para mim), comecei esta jornada na maior das normalidades de uma qualquer 2ª feira. Após um almoço com uma divinal e genuina feijoada à transmontana, cheguei ao gabinete e, qual não é o meu espanto, vi em cima da minha secretária algo de estranhamente reconhecível…

UMA PÚTEGA!!!!!!

Embora já tivesse visto algumas (só em fotos, pensava eu), assim ao vivo, reconheci que, afinal, já tinha visto algumas por aí.

Confesso aqui que nunca comi nenhuma pútega, mas destas estou disposto a experimentar. Só não sei se deva começar pela flor, se deva descascar a pútega ou se a sua roupagem vermelha também será comestível.

Se alguém for expert em pútegas, peço ajuda neste particular. Não vou comê-la para já, até porque, após uma feijoada, pode não ser muito aconselhável comer uma pútega.

Em suma, eu que pensava ir às pútegas um dia destes, afinal vieram as pútegas ter comigo!!!