O BiodiverCidade é um fórum de discussão criado por docentes do curso de Licenciatura de Ecologia e Paisagismo da ESAViseu onde são debatidas questões de planeamento e desenvolvimento estratégico, em questões relacionadas directa ou indirectamente com o ambiente e a biodiversidade da cidade de Viseu ao nível dos recursos naturais mas também culturais.


sexta-feira, 14 de maio de 2010

Uma maior fiscalização para forçar a mudança de atitude


Em parceria com a CMViseu temos estado a desenvolver estudos na área da preservação da património arbóreo da cidade de Viseu. E temos um longo caminho a trilhar no sentido de sensibilizar e educar a população e acima de tudo as empresas de obras públicas que realizam os grandes projectos da autarquia, com nomes tão estranhos como "Chupas e Morrão". É por desleixo que se causam muitos danos aos exemplares arbóreos, uma situação por demais evidentes nos casos que actualmente estamos a avaliar, designadamente nos cedros de cabanões. As feridas provocadas nos troncos revelam que o manobrador não está minimamente preocupado com a preservação dos exemplares e que seguramente teria mais cuidado se se trata-se de um poste de iluminação ou outra infra-estrutura em cujos danos teriam de ser obrigados a indeminizar. Há a necessidade de chamar à pele os responsáveis para os sensibilizar que os danos podem ser facilmente evitáveis e que reduzem de forma drástica a longevidade das árvores podendo por em risco a segurança de pessoas e bens, sem necessidade alguma. A CMViseu tem de actuar de uma forma fiscalizadora mais apertada, pois sabemos que só com coimas a sentir no pêlo é que as coisas se resolvem. No decorrer deste estudo/parecer já contactamos com os condóminos que querem por tudo o abate das árvores, apesar de como dizem gostarem muito de árvores e querem que após o abate se coloquem novas árvores que até podem crescer depressa e que deram como exemplo os choupos da Avenida da Europa! Mas que belo exemplo. Aqui na população também temos um longo percurso a fazer e estamos disponíveis, assim estejam eles com vontade de olharem para as árvores com outros olhos. Veio-me à memória o Mostajeiro da ESAV. Está tudo na mesma linha e a empresa que sem quê nem mas abateu aquele belo exemplar, só pode actuar desta forma até que um dia alguém se lembre de chamar à atenção!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Há um Sol que brilha mais alto


Quando conheci o Alexandre Aibéu pela mão do Pedro Almeida e os incentivei a realizarem um festival de astronomia em Vila Nova de Paiva, há um bom par de anos, percebi desde esse momento que ele tinha uma capacidade, que considero não ser inata mas "cultivada", para divulgar conhecimento científico de uma forma facilitadora, embora de modo algum em jeito de fast food. O que eu não sabia era que até tinha a capacidade desenvolvida para comediante de stand up comedy, conforme o júri de reconhecido mérito assinalou. O que é de ressaltar é que um dos nossos, do IPV, se destaca a nível nacional numa área extraordinariamente dificil, que é a da arte da divulgação científica. No projecto que temos tentado desenvolver em parceria com a CMViseu, designado por ciência a cem por centro, contamos seguramente com este ponta de lança de outra galáxia. Parabéns a esta nova estrela cintilante, e que a propósito ou por coincidência é um estudioso dos fenómenos solares.

segunda-feira, 10 de maio de 2010



Após um fim-de-semana que até acabou bem (pelo menos para mim), comecei esta jornada na maior das normalidades de uma qualquer 2ª feira. Após um almoço com uma divinal e genuina feijoada à transmontana, cheguei ao gabinete e, qual não é o meu espanto, vi em cima da minha secretária algo de estranhamente reconhecível…

UMA PÚTEGA!!!!!!

Embora já tivesse visto algumas (só em fotos, pensava eu), assim ao vivo, reconheci que, afinal, já tinha visto algumas por aí.

Confesso aqui que nunca comi nenhuma pútega, mas destas estou disposto a experimentar. Só não sei se deva começar pela flor, se deva descascar a pútega ou se a sua roupagem vermelha também será comestível.

Se alguém for expert em pútegas, peço ajuda neste particular. Não vou comê-la para já, até porque, após uma feijoada, pode não ser muito aconselhável comer uma pútega.

Em suma, eu que pensava ir às pútegas um dia destes, afinal vieram as pútegas ter comigo!!!

domingo, 25 de abril de 2010

AHorta: um projecto ser memória

Avelãs de Ambom
Lá vem a história das hortas de novo. Já temos feito por várias vezes referência a algumas analogias entre os orgãos vitais do nosso organismo e a vitalidade de alguns projectos. O projecto das hortas comunitárias também permite fazer essa feliz analogia com o que apelidamos Projecto Aorta. A ideia original de fazer hortas na ESAV, com patrocinio comunitário foi obra de alguém e não obra do acaso. Só espero é que ainda possa nascer antes do ocaso, porque todos os dias vemos exemplos de projectos similares onde se podem até beber algumas ideias. Este sábado pela manhã cedinho passeava nas vinhas da ESAV e falava com os "Luises" o empresário agrícola e o enxertador e pensava que era um lugar ideal para fazer surgir um projecto emblemático para a cidade de Viseu. Um resort (mas não necessariamente de luxo) com baixa densidade de construção onde a certificação ambiental e o espaço agrícola fossem devidamente valorizados num espaço da cidade que temos obrigação de saber preservar e valorizar de forma sustentável, a lagoa das garças. Onde as vinhas e as hortas sejam biológicas, os jardins sejam de plantas comestíveis, onde as faínas e as ambiências agrícolas possam ser partilhadas por todos aqueles que perfilhem a mesma filosofia, o bom uso do solo e o bem-estar físico e emocional, um projecto para ser memória, num espaço de futuro.

sábado, 24 de abril de 2010

Misericórdia...para os Cedros

Este está-se a tornar um assunto deste blogue e ao que sei de conversas de bastidores. A razão tem a ver com a compexidade e sensibilidade do assunto? apesar de ser um assunto sensível e passível de opiniões contrárias por diversos protagonistas, resume-se a duas posições por razões óbvias. Por um lado, os moradores do bairro da misericórdia, em especial os que confrontam directamente com os cedros, parecem querer abater estas árvores por razões que parecem óbvias. Em primeiro lugar questões de segurança do seu maior bem imaterial e em segundo lugar um valorizar das habitações porque ficam mais expostas e a receberem a luz de uma forma mais directa. Esta análise sumária parece de fácil entendimento. Do outro lado, a autarquia e diria o bem comum, no sentido de preservação de exmplares arbóreos da cidade jardim. De referir que, desde que fui contactado pela CMViseu para elaborar um relatório fundamentado nunca em momento algum senti intransegência ou pressão sobre o parecer. O parecer terá que salvaguardar que os exemplares sob o ponto de vista biomecânico e fitossanitário cumprem os requisitos de segurança para podermos propor a sua manutenção porque o embelezamento do espaço e algum efeito tampão face ao eixo viário são as claras mais valias. Terei de auscultar ambas as partes para poder ir ao encontro dos respectivos anseios salvaguardando o bem geral. Veremos se é possível! Este parecer só pode ser redigido após a celebração de um protocolo entre a CMViseu e a ESAV que será vital até para o validar, mas que ao abrigo do que muito apelidam de burocracia e que eu digo que são interesses ocultos irá demorar. Eu apenas quero referir que desde a primeira hora manifestei disponibilidade à edilidade de elaborar o parecer e fundamentá-lo tecnicamente, mas quem se torna muito voluntarioso, fica também mais exposto e sofre as consequências. Aguardemos serenamente, esperando que mais uma vez não fiquemos mal na fotografia, por razões que a própria razão desconhece.

sábado, 17 de abril de 2010

PROTOCOLOS: uma forma de responsabilização... ou desresponsabilização

Voltemos aos propósitos deste Blogue. Lançar discussão no bom sentido, relativamente a temas actuais. E o tema mais actual são os célebres protocolos entre a ESAV a CMViseu e com particular incidência entre o Curso de Ecologia e Paisagismo e a CMViseu. Fiquei a conhecer deste protocolo por via de um dos seus interlocutores, o Exmº Vereador da CMViseu, Drº Américo Nunes. Nesse mesmo momento, manifestei a minha disponibilidade para promover essa colaboração e indiquei quais as áreas científicas em que o Curso em particular poderia colaborar e ser útil à CMV e à cidade em sensu lato e ao mesmo tempo sentir-se útil. E uma das áreas é a avaliação biomecânica e fitossanitária de exemplares arbóreos. A proposta da CMV demorou dois dias, e o móbil são os Cupressus no bairro da Misericórdia que vão ser atingidos pelo alargamento da estrada e querem ouvir os resultados da nossa avaliação e as propostas técnicas a apresentar. Sem dúvida um atitude louvável e uma confiança depositada que, nos resta responder com o melhor que soubermos fazer de modo a mostrarmos capacidade técnico-científica e ganhar confiança por parte da autarquia, neste caso. Qual o percurso de pedido formal da CMViseu? Qual protocolo? Numa atitude lógica a Direcção entendeu que deverá ser o Curso de Engenharia Florestal e os seus responsáveis a liderar o processo. A questão que se coloca imediatamente é, para que é se estabelecem protocolos? Para serem consequentes ou apenas para figurarem na página da ESAV ou nos folhetos de divulgação dos cursos (o que até seria boa ideia para os candidatos terem noção das relações institucionais da ESAV). Eu disse-o em devida altura e volto a reafirmar. Em primeiro lugar devemos estabelecer contactos para vermos em parceria quais ás áreas de interesse em que poderemos colaborar de forma singular ou em sinergia com outras instituições. Depois estabelecer o protocolos de forma precisa e consequente. Pôr os projectos em execução e no fim avaliar os resultados e ampliar os protocolos, caso seja esse o interesse mútuo. Como é que a ESAV faz? Eu, na qualidade de Director de Curso de Ecologia e Paisagismo até nem sabia do protocolo, o mérito da sua elaboração até é de outrém. Será que vai a tempo de entrar na linha devida. Da minha parte sim! Mas o que digo é que o aluno mais apto e com mais vontade foi esta semana e por um período de três meses para Penafiel fazer um trabalho na autarquia exactamente nesta área científica. Mas vamos seguramente arranjar outros.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Há ESCUTAS que são BENÉFICAS


Tenho escutado que está em curso um projecto a cargo dos Escuteiros de Viseu, no sentido de fazerem a sinalética do património arbóreo do Fontelo. É sem dúvida uma iniciativa de louvar porque alías acredito que os custos sejam reduzidos e os efeitos práticos na promoção do parque serão sem dúvida interessantes. Mas gostaria de realçar que deveria existir um acompanhamento técnico-científico e de design para o desenho e conceito do projecto. Lembro que a autarquia já apoiou uma publicação sobre o Fontelo (aliás gentilmente oferecida pelo Verador Dr. Américo Nunes) sob a coordenação de uma pessoa ao que julgo da Universidade de Aveiro e algumas colegas da ESAV, designadamente as Eng. Leónia Nunes e Cristina Amaro da Costa também têm desenvolvido um trabalho meritório a este nível. Penso que seria extraordinariamente útil nesta fase embrionária do projecto que se fizesse essa aproximação e todos ganhariam em eficácia.