O BiodiverCidade é um fórum de discussão criado por docentes do curso de Licenciatura de Ecologia e Paisagismo da ESAViseu onde são debatidas questões de planeamento e desenvolvimento estratégico, em questões relacionadas directa ou indirectamente com o ambiente e a biodiversidade da cidade de Viseu ao nível dos recursos naturais mas também culturais.


segunda-feira, 28 de março de 2011

Carvalhos no Fontelo



No âmbito dos vários projectos em curso com a Autarquia de Viseu, incluimos também este, a ser desenvolvido pela Sara Lopes, uma aluna finalista do Curso de Eng. Florestal. Está a avaliar um conjunto de exemplares arbóreos sob o ponto de vista da estabilidade biomecânica. Começamos por três exemplares de Quercus robur, localizados junto ao bar do fontelo. Um dos últimos temporais que assolaram a cidade de Viseu, provocaram a queda de um carvalho que pôs em perigo os exemplares contíguos . No seguimento do ocorrido a Câmara solicitou o apoio da ESAV para realizar a avaliação. Esta é uma relação que se tem estabelecido desde há vários anos e à qual a ESAV responde prontamente por muitas das vezes estarem em risco a segurança de pessoas e bens. Estas colaborações só são possiveis pela disponibilidade dos nossos alunos que se prestam a realizar o trabalho prático que depois é discutido e validado pelos respectivos docentes. Esta é o nosso capital e a nossa filosofia de trabalhar. Estamos a subir uma longa escada da credibilidade e reconhecimento público. Não temos pressa... queremos é ser consistentes e competentes. Parabéns Sara pelo trabalho que está a ser realizado.

Rumo ao Pavia



Estamos a iniciar o projecto de caracterização das plantas infestantes aquáticas do rio Pavia, no âmbito do trabalho final de curso da aluna Sara Raphaelle do curso de Eng. Florestal. Este projecto surgiu no seguimento de uma solicitação da autarquia de Viseu, para podermos estudar o caso e ver a forma de reduzir e controlar o grau de infestação que se regista nos periodos mais sensíveis de Julho-Agosto. Procuraremos realizar um trabalho sério do ponto de vista técnico-científico de caracterização das plantas e simultaneamente de monitorização da qualidade fisico-química e biológica da água do rio Pavia, bem como das comunidades íctias. Este estudo será coordenado por vários docentes da ESAV de diversas áreas científicas, de modo a resultar em propostas para realização de medidas preventivas e de combate, designadamente de luta biológica que resultem num melhor "postal" da nossa cidade. Paralelamente irão decorrer outras acções de caracterização em outros rios da região , nomeadamente no Vouga, Paiva e Dão, ao longo de diversos concelhos do distrito de Viseu. Este projecto mais amplo surge no âmbito de um projecto comunitário AARC (Atlantic Aquatic Resource Conservation) em parceria com a ADDLAP e vários parceiros europeus, designadamente, Ingleses, Franceses, Espanhóis, Irlandeses, para além da Universidade do Porto e da ADDIRN. Para já gostaria de dar os parabéns à Sara pelas fotografias fantásticas que tem obtido. Espero daqui a pouco tempo estar a dizer o mesmo dos resultados científicos. Força!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Uma maior fiscalização para forçar a mudança de atitude


Em parceria com a CMViseu temos estado a desenvolver estudos na área da preservação da património arbóreo da cidade de Viseu. E temos um longo caminho a trilhar no sentido de sensibilizar e educar a população e acima de tudo as empresas de obras públicas que realizam os grandes projectos da autarquia, com nomes tão estranhos como "Chupas e Morrão". É por desleixo que se causam muitos danos aos exemplares arbóreos, uma situação por demais evidentes nos casos que actualmente estamos a avaliar, designadamente nos cedros de cabanões. As feridas provocadas nos troncos revelam que o manobrador não está minimamente preocupado com a preservação dos exemplares e que seguramente teria mais cuidado se se trata-se de um poste de iluminação ou outra infra-estrutura em cujos danos teriam de ser obrigados a indeminizar. Há a necessidade de chamar à pele os responsáveis para os sensibilizar que os danos podem ser facilmente evitáveis e que reduzem de forma drástica a longevidade das árvores podendo por em risco a segurança de pessoas e bens, sem necessidade alguma. A CMViseu tem de actuar de uma forma fiscalizadora mais apertada, pois sabemos que só com coimas a sentir no pêlo é que as coisas se resolvem. No decorrer deste estudo/parecer já contactamos com os condóminos que querem por tudo o abate das árvores, apesar de como dizem gostarem muito de árvores e querem que após o abate se coloquem novas árvores que até podem crescer depressa e que deram como exemplo os choupos da Avenida da Europa! Mas que belo exemplo. Aqui na população também temos um longo percurso a fazer e estamos disponíveis, assim estejam eles com vontade de olharem para as árvores com outros olhos. Veio-me à memória o Mostajeiro da ESAV. Está tudo na mesma linha e a empresa que sem quê nem mas abateu aquele belo exemplar, só pode actuar desta forma até que um dia alguém se lembre de chamar à atenção!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Há um Sol que brilha mais alto


Quando conheci o Alexandre Aibéu pela mão do Pedro Almeida e os incentivei a realizarem um festival de astronomia em Vila Nova de Paiva, há um bom par de anos, percebi desde esse momento que ele tinha uma capacidade, que considero não ser inata mas "cultivada", para divulgar conhecimento científico de uma forma facilitadora, embora de modo algum em jeito de fast food. O que eu não sabia era que até tinha a capacidade desenvolvida para comediante de stand up comedy, conforme o júri de reconhecido mérito assinalou. O que é de ressaltar é que um dos nossos, do IPV, se destaca a nível nacional numa área extraordinariamente dificil, que é a da arte da divulgação científica. No projecto que temos tentado desenvolver em parceria com a CMViseu, designado por ciência a cem por centro, contamos seguramente com este ponta de lança de outra galáxia. Parabéns a esta nova estrela cintilante, e que a propósito ou por coincidência é um estudioso dos fenómenos solares.

segunda-feira, 10 de maio de 2010



Após um fim-de-semana que até acabou bem (pelo menos para mim), comecei esta jornada na maior das normalidades de uma qualquer 2ª feira. Após um almoço com uma divinal e genuina feijoada à transmontana, cheguei ao gabinete e, qual não é o meu espanto, vi em cima da minha secretária algo de estranhamente reconhecível…

UMA PÚTEGA!!!!!!

Embora já tivesse visto algumas (só em fotos, pensava eu), assim ao vivo, reconheci que, afinal, já tinha visto algumas por aí.

Confesso aqui que nunca comi nenhuma pútega, mas destas estou disposto a experimentar. Só não sei se deva começar pela flor, se deva descascar a pútega ou se a sua roupagem vermelha também será comestível.

Se alguém for expert em pútegas, peço ajuda neste particular. Não vou comê-la para já, até porque, após uma feijoada, pode não ser muito aconselhável comer uma pútega.

Em suma, eu que pensava ir às pútegas um dia destes, afinal vieram as pútegas ter comigo!!!

domingo, 25 de abril de 2010

AHorta: um projecto ser memória

Avelãs de Ambom
Lá vem a história das hortas de novo. Já temos feito por várias vezes referência a algumas analogias entre os orgãos vitais do nosso organismo e a vitalidade de alguns projectos. O projecto das hortas comunitárias também permite fazer essa feliz analogia com o que apelidamos Projecto Aorta. A ideia original de fazer hortas na ESAV, com patrocinio comunitário foi obra de alguém e não obra do acaso. Só espero é que ainda possa nascer antes do ocaso, porque todos os dias vemos exemplos de projectos similares onde se podem até beber algumas ideias. Este sábado pela manhã cedinho passeava nas vinhas da ESAV e falava com os "Luises" o empresário agrícola e o enxertador e pensava que era um lugar ideal para fazer surgir um projecto emblemático para a cidade de Viseu. Um resort (mas não necessariamente de luxo) com baixa densidade de construção onde a certificação ambiental e o espaço agrícola fossem devidamente valorizados num espaço da cidade que temos obrigação de saber preservar e valorizar de forma sustentável, a lagoa das garças. Onde as vinhas e as hortas sejam biológicas, os jardins sejam de plantas comestíveis, onde as faínas e as ambiências agrícolas possam ser partilhadas por todos aqueles que perfilhem a mesma filosofia, o bom uso do solo e o bem-estar físico e emocional, um projecto para ser memória, num espaço de futuro.

sábado, 24 de abril de 2010

Misericórdia...para os Cedros

Este está-se a tornar um assunto deste blogue e ao que sei de conversas de bastidores. A razão tem a ver com a compexidade e sensibilidade do assunto? apesar de ser um assunto sensível e passível de opiniões contrárias por diversos protagonistas, resume-se a duas posições por razões óbvias. Por um lado, os moradores do bairro da misericórdia, em especial os que confrontam directamente com os cedros, parecem querer abater estas árvores por razões que parecem óbvias. Em primeiro lugar questões de segurança do seu maior bem imaterial e em segundo lugar um valorizar das habitações porque ficam mais expostas e a receberem a luz de uma forma mais directa. Esta análise sumária parece de fácil entendimento. Do outro lado, a autarquia e diria o bem comum, no sentido de preservação de exmplares arbóreos da cidade jardim. De referir que, desde que fui contactado pela CMViseu para elaborar um relatório fundamentado nunca em momento algum senti intransegência ou pressão sobre o parecer. O parecer terá que salvaguardar que os exemplares sob o ponto de vista biomecânico e fitossanitário cumprem os requisitos de segurança para podermos propor a sua manutenção porque o embelezamento do espaço e algum efeito tampão face ao eixo viário são as claras mais valias. Terei de auscultar ambas as partes para poder ir ao encontro dos respectivos anseios salvaguardando o bem geral. Veremos se é possível! Este parecer só pode ser redigido após a celebração de um protocolo entre a CMViseu e a ESAV que será vital até para o validar, mas que ao abrigo do que muito apelidam de burocracia e que eu digo que são interesses ocultos irá demorar. Eu apenas quero referir que desde a primeira hora manifestei disponibilidade à edilidade de elaborar o parecer e fundamentá-lo tecnicamente, mas quem se torna muito voluntarioso, fica também mais exposto e sofre as consequências. Aguardemos serenamente, esperando que mais uma vez não fiquemos mal na fotografia, por razões que a própria razão desconhece.